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domingo, 29 de novembro de 2015

O mito interesseiro da “autorregulação”

26/11/2015


151126-Autorregulação2 

Aos poucos, Estados transferem poder de regulamentar vida econômica e financeira aos “mercados”. Se não for freada, tendência destruirá direitos sociais e natureza

Por George Monbiot | Tradução: Gabriel Filippo Simões | Imagem: Jack Livine


O que os governos aprenderam com a crise financeira? Eu poderia escrever uma coluna falando sobre isso. Ou poderia explicar com uma única palavra: nada.

Na verdade, nada é muito generoso. As lições aprendidas são contra-lições, anticonhecimento, novas políticas que dificilmente poderiam ser melhor concebidas para assegurar a recorrência da crise, dessa vez com acréscimo de impulso e menos remédios. E a crise financeira é apenas uma das múltiplas crises – de arrecadação, gasto público, saúde pública e, acima de todas, ecológica – que as mesmas contra-lições fazem acelerar.

Volte um pouco atrás e você verá que todas essas crises têm origem na mesma causa. Atores com grande poder e alcance global são liberados do império das leis. Isso acontece devido à corrupção fundamental no núcleo da política. Em quase todas as nações, os interesses das elites econômicas tendem a pesar mais na balança dos governos do que os interesses do eleitorado. Bancos, corporações e proprietários de terras exercem um poder enigmático, operando silenciosamente entre os membros da classe política. A governança global está se tornando algo semelhante a uma reunião infinita do Clube de Bilderberg1.

O professor de direito Joel Bakan, num artigo no Cornell International Law Journal, argumenta que dois movimentos alarmantes estão acontecendo simultaneamente. De um lado, os governos vêm revogando leis que restringem a ação de bancos e corporações, sob o argumento de que a globalização enfraquece os Estados, tornando impossível uma legislação efetiva. Como alternativa, eles dizem, nós devemos confiar na autorregulação daqueles que exercem o poder econômico.
Por outro lado, os mesmos governos concebem novas leis draconianas para fortalecer o poder da elite. Às corporações são dados os direitos de pessoas físicas. Seus direitos de propriedade são reforçados. Aqueles que protestam contra elas estão sujeitos ao controle e à vigilância policial. Ah, o poder do Estado continua muito bem a existir – quando é conveniente…

Muitos de vocês já terão ouvido falar sobre a Parceria Transpacífica (TPP) e da proposta da Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP). São, supostamente, acordos de comércio – mas pouco têm a ver com comércio e, sim, com poder. Ampliam o poder das corporações, enquanto reduzem o poder dos parlamentos e do Estado de Direito. Tais acordos não poderiam ser melhor concebidos para exacerbar e universalizar nossas múltiplas crises – financeira, social e ambiental. Mas algo ainda pior está por vir, o resultado de negociações conduzidas, mais uma vez, em segredo: um Acordo sobre o Comércio de Serviços (TiSA), cobrindo a América do Norte, a União Europeia, Japão, Austrália e muitas outras nações.

Apenas através do Wikileaks temos alguma ideia do que está sendo planejado. Este acordo poderia ser usado para forçar nações a aceitar novos produtos e serviços financeiros, a aprovar a privatização de serviços públicos e a reduzir os padrões de precaução e provisão. Esta parece ser a maior agressão à democracia arquitetada nas últimas duas décadas. O que significa muito.

O Estado, em sua autoflagelação, proclama que não tem mais poder. Ao mesmo tempo, aniquila sua própria capacidade de legislar – doméstica e internacionalmente. Como se a última crise financeira não tivesse ocorrido, e como se não estivesse ciente de sua causa, o ministro das Finanças britânico, George Osborne, em seu mais recente discurso na Prefeitura de Londres, disse à sua plateia de banqueiros que “a principal exigência na nossa renegociação é que a Europa interrompa a regulação onerosa e prejudicial”. O primeiro-ministro David Cameron vangloriou-se de comandar “o primeiro governo na história moderna que, ao fim de sua legislatura, possui menos regulações em prática do que havia no começo”.

Isso, num mundo de crescente complexidade e onde crescem os crimes corporativos, é pura imprudência. Mas não tenha medo, eles dizem: o poder econômico não precisa se sujeitar ao Estado de Direito. Ele consegue se regular por si próprio.

Alguns de nós há tempos suspeitamos que isso seja uma grande tolice. Mas, até agora, a suspeita era tudo que tínhamos. Esta semana foi publicada o primeiro estudo global sobre autorregulação. Tal estudo foi encomendado pela Britain’s Royal Society for the Protection of Birds2, mas se estende a todos os setores, desde agentes de pequenos empréstimos até criadores de cães. E ele mostra que em quase todos os casos – 82% dos 161 projetos avaliados, medidas voluntárias fracassaram.
Por exemplo, quando a União Europeia buscou reduzir o número de pedestres e ciclistas mortos por veículos, a instituição poderia ter simplesmente votado uma lei instruindo os fabricantes de automóveis a mudar o design dos para-choques e capôs, a um custo aproximado de 30 por carro. Ao invés disso, confiou-se num acordo voluntário com a indústria. O resultado foi um nível de proteção 75% menor do que uma lei teria induzido.

Quando o governo do País de Gales introduziu uma cobrança de 5 centavos para sacolas plásticas, o seu uso foi reduzido em 80% de um dia para outro. O governo inglês afirmou que a autorregulação por parte dos varejistas apresentaria o mesmo efeito. O resultado? Uma grande redução de… 6%. Depois de sete anos desperdiçados, o governo sucumbiu à lógica óbvia e introduziu a cobrança.
Projetos voluntários para coibir a publicidade de junk food para crianças na Espanha, para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa no Canadá, para economia de água na California, para salvar albatrozes dos barcos de pesca na Nova Zelândia, para a proteção de pacientes de cirurgias plásticas no Reino Unido, para impedir o marketing agressivo de remédios psiquiátricos na Suécia: apenas fracassos. O que o Estado poderia ter feito com uma simples canetada, com baixo custo e de maneira eficiente é deixado de lado em prol de ações desastradas das indústrias que, mesmo quando sinceras, são minadas por aproveitadores e oportunistas.

Em diversos casos, as empresas imploraram por novas leis que elevassem os padrões na indústria. Por exemplo, aqueles que produzem embalagens plásticas para silagem para fazendeiros tentaram fazer com que o governo do Reino Unido elevasse a taxa de reciclagem. Empresas de jardinagem queriam regulamentações para eliminar gradualmente o uso de turfa. Os governos recusaram. Teria sido o resultado de ideologia cega ou escusos interesses próprios – ou ambos? Os maiores doadores de partidos políticos tendem a ser os piores empresários, usando seu dinheiro para manter as más práticas legais (vide o caso Enron).

Como os partidos que eles financiam se curvam aos seus desejos, todos são forçados a adotar seus baixos padrões. Suspeito que os governos, assim como qualquer um, sabem que a legislação é mais eficiente e eficaz que a autorregulação e que por isso mesmo não a empregue.
Imobilizar o eleitorado, liberar os poderosos: essa é a fórmula perfeita para uma crise multidimensional. E nós estamos colhendo seus frutos.

1N. T.: As reuniões do Clube de Bilderberg acontecem anualmente com o objetivo de fomentar os diálogos entre EUA e Europa. A conferência conta com a presença de líderes políticos, acadêmicos, empresários discutindo informalmente tendências globais. A lista dos participantes é divulgada, mas ninguém tem acesso ao conteúdo da conferência. Ver mais em: http://ow.ly/V5rzK.

2 N. T.: Sociedade Real Britânica de Proteção dos Pássaros


domingo, 20 de setembro de 2015

DIVIDA BRASILEIRA : PAGADORES SERIAIS DE DIVIDA ILEGAL

Escalada para uma divida fraudulenta e impagável!!
Rumo ao mesmo caminho que trilhou a Argentina cuja divida nunca poderá ser paga senão houver uma auditoria. Reféns da banca financeira.

 

Maria Lucia Fatorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro

publicado em 11 de agosto de 2013 às 17:13

 

Maria Lucia Fatorelli: Banqueiros capturaram o Estado brasileiro



publicado em 11 de agosto de 2013 às 17:13
Portal Vi o Mundo (Luiz Carlos Azenha)



por Luiz Carlos Azenha

O documento acima é oficialíssimo. Está nas páginas do Senado brasileiro. Leia a linha de número dois, sob Pago:
R$ 134 bilhões, 53 milhões, 618 mil e 451 reais.
É quanto você pagou em juros da dívida brasileira em 2012, segundo o governo (mas há controvérsias, sobre as quais você vai saber abaixo).
Agora leia a linha de número seis, sob Pago:
R$ 618 bilhões, 888 milhões, 549 mil e 837 reais.
É quanto você pagou em amortização/refinanciamento da dívida em 2012.
Uma enormidade, não?
Pois Maria Lúcia Fatorelli acredita que, se houvesse uma auditoria, o valor devido poderia ter uma redução de até 70%.
Por que? A ex-auditora da Receita Federal está certa de que existem ilegalidades e irregularidades nas cobranças da dívida brasileira.
Para benefício dos banqueiros e prejuízo dos contribuintes.
Escrevo “contribuintes” porque a dívida é paga com dinheiro de nossos impostos. Tudo o que o Tesouro brasileiro faz é pendurar a conta em nosso nome: “procura o gerente” e entrega uma montanha de papéis assumindo que “devo, não nego, pago quando puder”. Com juros, muitos juros, razão de viver dos bancos.
Aqui, uma pausa importante: a mídia corporativa não tenta explicar tudo o que você vai ler e ouvir abaixo aos leitores, ouvintes e telespectadores. Por que? Porque os bancos são grandes patrocinadores. Por outro lado, mesmo os governos não gostam de falar do assunto. Quanto mais transparência, menor margem de manobra para os acertos de bastidores. Por isso, em geral os governos fazem de conta que o assunto é muito árduo, muito difícil de entender e que você não precisa se preocupar com isso. Ou seja, deve pagar a ficar quieto.
Mas, voltemos ao que interessa…
O poder dos banqueiros sempre foi imenso. Eles definem as regras nas duas pontas: desde as condições de emissão dos papéis em que prometemos pagar até as regras da cobrança.
Faturam com as comissões sobre as transações e com os juros. Juros altos interessam aos banqueiros. Quanto maiores, mais eles recebem emprestando ao governo.
E os cidadãos? Pagam a conta através dos impostos e ficam sem os serviços públicos que o dinheiro dado aos banqueiros poderia financiar. Sem o Metrô, os hospitais e as creches que o dinheiro gasto em juros poderia financiar.
Sob o peso da dívida — grosseiramente, R$ 3 trilhões em dívida interna e U$ 400 bilhões em dívida externa — o governo privatiza. Aliás, “concede”. Entrega parte da soberania.
Entrega à iniciativa privada — cujo objetivo principal, como o dos banqueiros, é o lucro — algo que poderia fazer, possivelmente mais barato, com recursos públicos, se o dinheiro não fosse usado para pagar ou rolar a dívida e os juros.
Concede portos e aeroportos. Facilita o acesso a recursos naturais. Em outras palavras, entrega o ouro.
Maria Lucia Fatorelli é coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, uma entidade que batalha para que o Brasil faça o mesmo que o Equador fez, em 2007 e 2008. Aliás, uma experiência sobre a qual Maria Lucia pode falar de cátedra. Ela foi convidada pelo presidente equatoriano Rafael Correa a fazer parte da CAIC, a Comissão de Auditoria Integral da Dívida Pública.
Resultado final? Boa parte da dívida equatoriana era ilegal. Não havia provas, por exemplo, de que o governo tinha de fato recebido os empréstimos pelos quais estava pagando. Ao fim e ao cabo, o presidente Correia reconheceu apenas 30% da dívida. Curiosamente, 95% dos bancos credores do Equador aceitaram fazer acordo com o governo e renunciaram a qualquer ação nos tribunais internacionais.
O Brasil tem hoje uma dívida externa de cerca de U$ 440 bilhões. Uma fatia razoável é de empresas privadas, que tomam dinheiro no Exterior. Mas Maria Lucia está certa de que a fatia pública desta dívida externa, em caso de auditoria, teria um cancelamento tão grande quanto a do Equador, dado que condições similares foram aplicadas ao mesmo tempo nos dois paises por banqueiros internacionais e que, em 1992, parte da dívida dos dois países prescreveu.
Prescreveu? Prescreveu e continuamos pagando?
Para entender melhor, ouça o trecho da entrevista em que Maria Lucia fala a respeito de seu trabalho no Equador:
Durante a gravação Maria Lucia fez duas promessas.
Primeiro, nomear os bancos norte-americanos que, através do Banco Central dos Estados Unidos, o Fed, controlam a taxa de juros que nos é cobrada na dívida externa, a Prime: Citibank, Chase Manhattan, Goldman Sachs, JP Morgan e Bank of America, entre outros. Já a Associação dos Banqueiros de Londres tem peso decisivo na definição da Libor, outra taxa importante no mercado.
A auditora também prometeu o gráfico abaixo:

A coluna azul é dos gastos sociais no Equador. A coluna vermelha é a do serviço da dívida pública. Notem como ela foi invertida nos últimos anos. É óbvio, mas não custa reafirmar: menos dinheiro pagando juros é mais dinheiro disponível para gastos sociais e investimento em infraestrutura.
Maria Lucia acha factível o Brasil fazer o mesmo que o Equador: “Se o Brasil toma uma iniciativa dessas, ele encoraja outros paises a enfrentar o esquema”. O “esquema” a que ela se refere é o sistema pelo qual os banqueiros passaram a capturar fundos públicos para turbinar seu poder no mundo.
No trecho seguinte da entrevista, ela explica que a origem da dívida interna brasileira, de quase R$ 3 trilhões, se deu no Plano Real, quando para combater a inflação o governo de FHC disparou a taxa de juros para atrair dinheiro de fora.
Desde então, acusa Maria Lucia, o Tesouro brasileiro comete ilegalidade ao emitir dívida para pagar juros, o que segundo ela é inconstitucional:
Maria Lucia Fatorelli também teve participação importante na Comissão Parlamentar de Inquérito da dívida, realizada no Congresso (veja todos os detalhes aqui), que gerou denúncias enviadas ao Ministério Público Federal.
Na CPI, algumas informações importantes foram levantadas.
Por exemplo: quem são os detentores dos títulos da dívida?
“Pessoa física mesmo quase não aparece no gráfico”, diz ela.
Mais da metade da dívida está nas mãos dos banqueiros.
Ou seja, numa ponta eles incentivam o governo a gerar dívida e faturam comissões vendendo a dívida; noutra, faturam com os juros da dívida. Que bom negócio!!!

Outro detalhe impressionante diz respeito ao arranjo que existe para a venda dos títulos brasileiros.
“O Tesouro, quando emite os títulos, somente um grupo privilegiado de doze instituições financeiras pode comprar esses títulos. Se eu, você, qualquer brasileiro quiser nós vamos ter de comprar através de uma corretora, de um intermediário”, conta Maria Lucia.
São os chamados “dealers”.
“Olha como o jogo funciona. O Tesouro emite. Se os juros não estão no patamar que eles querem, eles não compram. Por isso é que são os ‘dealers’, eles é que mandam. Antes, eles já se reúnem e já repartem, de tal forma que apenas um, no máximo dois vão participar de cada leilão, para não ter concorrência! Tudo muito bem repartido. É um esquema que a gente, quando descobre essas coisas… não é possível que a finança do País tá desse jeito!”

A lista acima é a dos “dealers” a que se referiu Maria Lucia.
E como é definida a taxa Selic, a principal taxa de juros do Brasil? Antes da trigésima sexta reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, houve uma consulta a “analistas independentes”.
Você que está nos lendo e paga a conta, foi consultado?
Ah, lógico que não.
Veja quem o BC ouviu, segundo Maria Lucia:

Caraca!, exclamaria você. Os banqueiros estão em todas as pontas do negócio.
Participam da emissão da dívida, influem nas taxas de juros e recebem a taxa de juros sobre a qual influem!!!
Estes são os motivos pelos quais Maria Lucia Fatorelli acredita num grande abatimento da dívida brasileira em caso de auditoria: ilegalidades, conflito de interesses e tráfico de influência, como registrado acima.
Ela faz um resumo neste trecho da entrevista:
Maria Lucia Fatorelli suspeita que o governo federal esteja fazendo manobras contábeis ao lidar com a dívida e, no curso delas, viola o artigo 167 da Constituição, que não permite emissão de dívida para pagamento de juros.
A suspeita nasceu assim: na tabela que aparece logo abaixo, está dito na linha 2 que o Brasil pagou R$ 134 bilhões em juros da dívida em 2012. A taxa média de juros no ano passado, de acordo com o próprio Banco Central, foi de 11,72%.
Mas, aplicando a taxa ao estoque total da dívida interna e externa — cerca de R$ 3,4 trilhões no início de 2012 — o número deveria ser muito maior!
Nos cálculos de Maria Lucia, o total de juros pagos em 2012 deveria ter sido de R$ 398 bilhões.
E onde foi parar a diferença? O gato comeu R$ 264 bilhões em juros?
Na opinião da auditora, é a prova de que o governo emite títulos para pagar juros.
Com isso, parte substancial do pagamento de juros acaba na coluna “refinanciamento”.
Salta da linha 2 para a linha 6:

Maria Lucia Fatorelli insiste que isso contraria a Constituição.
“Fraude!”, insiste. No trecho da entrevista ela se refere à tabela acima:
Ao fim e ao cabo, segundo Maria Lucia, é o peso da dívida que acaba enfraquecendo o endividado Estado brasileiro.
Seria o motivo para as concessões de estradas, rodovias, portos e ferrovias anunciadas pelo governo Dilma.
Para fazer parecer que o problema não é tão grave quanto é, os cálculos do governo sobre a relação entre a dívida e o PIB, a soma de todas as riquezas produzidas no Brasil, considera a chamada “dívida liquida”, ou seja, o governo desconta as reservas detidas pelo Brasil em dólares, de cerca de U$ 400 bilhões, da equação.
Da mesma forma, quando o governo calcula o pagamento de juros como parte do Orçamento, não inclui os juros que, segundo Maria Lucia Fatorelli, estão “embutidos” no refinanciamento da dívida.
Seriam truques para fazer parecer que o problema não é tão grave quanto é. Acabam mascarando o domínio dos banqueiros sobre o “sistema”.
É por isso que os dois gráficos abaixo, divulgados pela Auditoria da Dívida Cidadã na internet, causam tanta controvérsia. Os governistas acham que só deveriam ser considerados os R$ 134 bilhões oficialmente declarados como juros pagos em 2012, não R$ 753 bilhões que são a soma de juros + amortizações.


Ao concluir nossa entrevista, Maria Lucia Fatorelli diz que o crescente grau de endividamento reduz a margem de manobra do governo e o empurra para as privatizações, agora “de estruturas de estado”, não apenas de empresas lucrativas, como aconteceu no período da privataria tucana. Outro ponto controverso,  já que petistas insistem que concessões não equivalem à venda de patrimônio.

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Câmara realiza Audiência sobre a Dívida Pública e decide criar sub-comissão permanente sobre o tema

Dia 20/8/2015, a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados realizou Audiência para discutir o endividamento público brasileiro. A Audiência, proposta pelo Deputado Edmilson Rodrigues (PSOL/PA), teve seu Requerimento subscrito também pela deputada Simone Morgado (PMDB/PA) e André Figueiredo (PDT/CE).
O Coordenador-Geral de Operações da Dívida Pública da Secretaria do Tesouro Nacional, José Franco Medeiros de Morais, procurou mostrar que a dívida pública é totalmente transparente e não beneficia principalmente os bancos, mas seria detida principalmente pelos fundos de pensão e fundos de investimento.
Já o representante da FEBRAFITE, João Pedro Casarotto, mostrou que a União gasta cerca da metade do orçamento com a dívida pública, e atualmente explora os estados com a cobrança de juros altíssimos, muito maiores que os cobrados, por exemplo, pelo BNDES de empresas privadas.
A representante da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, mostrou o enorme sacrifício feito para cumprir o ajuste fiscal, por meio do corte de gastos sociais, perdas salariais dos servidores públicos, privatizações e aumento de tributos. Enquanto isso, o governo lança títulos da dívida de centenas de bilhões de reais para alimentar mecanismos financeiros que favorecem os bancos privados. Denunciou que só as operações de “swap” cambial deram prejuízo líquido de R$ 57 bilhões nos primeiros 7 meses de 2015 e tudo isso virou dívida pública. O outro mecanismo corresponde às operações “compromissadas”, mediante as quais o Banco Central troca títulos da dívida pelo excesso de moeda dos bancos. Mais de R$ 1,1 trilhão da dívida pública estão sendo utilizados nessas operações, que garantem enormes ganhos aos bancos e fazem explodir a dívida. Encerrou a sua fala propondo a auditoria da dívida, prevista na Constituição (e jamais realizada), e a formação da Frente Parlamentar Mista pela Auditoria da Dívida com participação popular.
A representante do Nucleo São Paulo da Auditoria Cidadã da Dívida, Carmen Bressane, mostrou a origem fraudulenta e ilegal da dívida do município do São Paulo, refinanciada pela União em 2000 – sem o questionamento de tais ilegalidades – e que se multiplicou devido ao mecanismo de juros sobre juros. Apesar do município ter pago à União R$ 25,9 bilhões de 2000 a 2015, neste período a dívida explodiu, passando de R$ 11,2 bilhões para R$ 62,89 bilhões. A recente Lei Complementar que reduziu as taxas de juros das dívidas de estados e municípios com a União não resolve o problema dessa dívida ilegal, que deveria ser auditada.
Por fim, o advogado Ramon Prestes Bentivenha (da Articulação Brasileira Contra a Corrupção e Impunidade – ABRACCI) destacou ilegalidades do endividamento, tais como a não apresentação de documentos solicitados pela CPI da Dívida Pública, ocorrida em 2009/2010 por requerimento do Deputado Ivan Valente (PSOL/SP). Conforme Bentivenha, o pagamento da dívida pública não pode comprometer o atendimento aos direitos humanos.
Diante da relevância das informações colocadas, a Presidente da Comissão de Finanças e Tributação, Soraya Santos (PMDB/RJ) propôs a criação de Sub-comissão destinada a analisar a dívida pública, o que representa um grande avanço na luta pela auditoria da dívida pública brasileira.

 http://www.auditoriacidada.org.br/comissao-de-financas-e-tributacao-da-camara-realiza-audiencia-sobre-a-divida-publica-e-decide-criar-sub-comissao-permanente-sobre-o-tema/

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Me caí del mundo y no sé por dónde se entra (para mayores de 50)

Eduardo Galeano | 10:08 hrs.

Lo que me pasa es que no consigo andar por el mundo tirando cosas y cambiándolas por el modelo siguiente sólo porque a alguien se le ocurre agregarle una función o achicarlo un poco. No hace tanto, con mi mujer, lavábamos los pañales de los críos, los colgábamos en la cuerda junto a otra ropita, los planchábamos, los doblábamos y los preparábamos para que los volvieran a ensuciar. Y ellos, nuestros nenes, apenas crecieron y tuvieron sus propios hijos se encargaron de tirar todo por la borda, incluyendo los pañales. ¡Se entregaron inescrupulosamente a los desechables!
Si, ya lo sé. A nuestra generación siempre le costó botar. ¡Ni los desechos nos resultaron muy desechables! Y así anduvimos por las calles guardando los mocos en el pañuelo de tela del bolsillo. Yo no digo que eso era mejor. Lo que digo es que en algún momento me distraje, me caí del mundo y ahora no sé por dónde se entra. Lo más probable es que lo de ahora esté bien, eso no lo discuto. Lo que pasa es que no consigo cambiar el equipo de música una vez por año, el celular cada tres meses o el monitor de la computadora todas las navidades.
Es que vengo de un tiempo en el que las cosas se compraban para toda la vida. Es más ¡Se compraban para la vida de los que venían después! La gente heredaba relojes de pared, juegos de copas, vajillas y hasta palanganas.
El otro día leí que se produjo más basura en los últimos 40 años que en toda la historia de la humanidad. Tiramos absolutamente todo. Ya no hay zapatero que remiende un zapatero, ni colchonero que sacuda un colchón y lo deje como nuevo, ni afiladores por la calle para los cuchillos. De “por ahí” vengo yo, de cuando todo eso existía y nada se tiraba. Y no es que haya sido mejor, es que no es fácil para un pobre tipo al que lo educaron con el “guarde y guarde que alguna vez puede servir para algo”, pasarse al “compre y bote que ya se viene el modelo nuevo”. Hay que cambiar el auto cada tres años porque si no, eres un arruinado. Aunque el coche esté en buen estado. ¡Y hay que vivir endeudado eternamente para pagar el nuevo! Pero por Dios.
Mi cabeza no resiste tanto. Ahora mis parientes y los hijos de mis amigos no sólo cambian de celular una vez por semana, sino que, además, cambian el número, la dirección electrónica y hasta la dirección real. Y a mí me prepararon para vivir con el mismo número, la misma mujer, la misma casa y el mismo nombre. Me educaron para guardar todo. Lo que servía y lo que no. Porque algún día las cosas podían volver a servir.
Si, ya lo sé, tuvimos un gran problema: nunca nos explicaron qué cosas nos podían servir y qué cosas no. Y en el afán de guardar (porque éramos de hacer caso a las tradiciones) guardamos hasta el ombligo de nuestro primer hijo, el diente del segundo, las carpetas del jardín de infantes, el primer cabello que le cortaron en la peluquería… ¿Cómo quieren que entienda a esa gente que se desprende de su celular a los pocos meses de comprarlo? ¿Será que cuando las cosas se consiguen fácilmente, no se valoran y se vuelven desechables con la misma facilidad con la que se consiguieron?
En casa teníamos un mueble con cuatro cajones. El primer cajón era para los manteles y los trapos de cocina, el segundo para los cubiertos y el tercero y el cuarto para todo lo que no fuera mantel ni cubierto. Y guardábamos…  ¡¡Guardábamos hasta las tapas de los refrescos!! Los corchos de las botellas, las llavecitas que traían las latas de sardinas.  ¡Y las pilas! Las pilas pasaban del congelador al techo de la casa. Porque no sabíamos bien si había que darles calor o frío para que vivieran un poco más. No nos resignábamos a que se terminara su vida útil en un par de usos.
Las cosas no eran desechables. Eran guardables. ¡Los diarios! Servían para todo: para hacer plantillas para las botas de goma, para poner en el piso los días de lluvia, para limpiar vidrios, para envolver. ¡Las veces que nos enterábamos de algún resultado leyendo el diario pegado al trozo de carne o desenvolviendo los huevos que meticulosamente había envuelto en un periódico el tendero del barrio! Y guardábamos el papel plateado de los chocolates y de los cigarros para hacer adornos de navidad y las páginas de los calendarios para hacer cuadros y los goteros de las medicinas por si algún medicamento no traía el cuentagotas y los fósforos usados porque podíamos reutilizarlos estando encendida otra vela, y las cajas de zapatos que se convirtieron en los primeros álbumes de fotos y los mazos de naipes se reutilizaban aunque faltara alguna, con la inscripción a mano en una sota de espada que decía “éste es un 4 de bastos”.
Los cajones guardaban pedazos izquierdos de pinzas de ropa y el ganchito de metal. Con el tiempo, aparecía algún pedazo derecho que esperaba a su otra mitad para convertirse otra vez en una pinza completa. Nos costaba mucho declarar la muerte de nuestros objetos. Y hoy, sin embargo, deciden “matarlos” apenas aparentan dejar de servir.
Y cuando nos vendieron helados en copitas cuya tapa se convertía en base las pusimos a vivir en el estante de los vasos y de las copas. Las latas de duraznos se volvieron macetas, portalápices y hasta teléfonos. Las primeras botellas de plástico se transformaron en adornos de dudosa belleza y los corchos esperaban pacientemente en un cajón hasta encontrarse con una botella.
Y me muerdo para no hacer un paralelo entre los valores que se desechan y los que preservábamos. Me muero por decir que hoy no sólo los electrodomésticos son desechables; que también el matrimonio y hasta la amistad son descartables. Pero no cometeré la imprudencia de comparar objetos con personas.
Me muerdo para no hablar de la identidad que se va perdiendo, de la memoria colectiva que se va tirando, del pasado efímero. De la moral que se desecha si de ganar dinero se trata. No lo voy a hacer. No voy a mezclar los temas, no voy a decir que a lo perenne lo han vuelto caduco y a lo caduco lo hicieron perenne.
No voy a decir que a los ancianos se les declara la muerte en cuanto confunden el nombre de dos de sus nietos, que los cónyuges se cambian por modelos más nuevos en cuanto a uno de ellos se le cae la barriga, o le sale alguna arruga.  Esto sólo es una crónica que habla de pañales y de celulares. De lo contrario, si mezcláramos las cosas, tendría que plantearme seriamente entregar a mi señora como parte de pago de otra con menos kilómetros y alguna función nueva. Pero yo soy lento para transitar este mundo de la reposición y corro el riesgo de que ella me gane de mano y sea yo el entregado.

http://radio.uchile.cl/2013/08/17/me-cai-del-mundo-y-no-se-por-donde-se-entra-para-mayores-de-50

domingo, 9 de novembro de 2014

Is the New World Order Extreme Socialism or Totalitarian Capitalism?








By Grant J. Kidney / grantjkidney.com




I give a little chuckle each time I hear one label the New World Order a push toward world socialism- if only such were the case.

The New World Order is a dangerous conclave of far right mad men who wish to see but two classes of people in the world - the haves and the have-nots. Theirs is a game to instate neo-feudalism, and with so many countries now going bankrupt and most of the world’s wealth being funneled straight to the top of the artificial pyramid, how can this reality be ignored?

Is Obama really a socialist?

Many New World Order conspiracy theorists say that Barack Obama is a damned socialist working overtime to turn the United States into a damned socialist country. Obama is labeled a ‘Robin Hood’ sort of figure, one who steals from the rich and who gives to the poor.

But ask yourself- when was the last time you got a check in the mail from the federal government with funds having been stolen from Goldman Sachs or Bank of America?

The truth is that Obama is a reverse Robin Hood who is working to plunge the United States into economic armageddon. He is an austerity king here to do the job that the big banks are performing all over the world - looting treasuries, cutting pensions, cutting safety nets- essentially ransacking all that has been called civilization for the past century.


In Europe, folks aren’t rioting because their ‘damned’ socialist governments are becoming more socialist! Nay, folks are up in arms in places such as Greece and in Spain because of the imposition of extreme, right-wing austerity measures that are curtailing all of the economic rights once labeled a cornerstone in many European societies.

The far right manipulators: distorting truth for gain

So where does this, ‘the world is becoming more socialist by the day’ sentiment come from? Answer, the far right.

Not only has the far right succeeding in calling the New World Order a socialist plot, but they’ve also spawned such institutions like that of the Tea Party in the United States to fight tooth and nail for less and less taxes upon the greedy, ultra-wealthy sons of bitches who’ve elevated themselves to the level of ‘god-kings’ over all the Earth.

The elite controllers of the planet want to rule over a bunch of poor serfs- its as simple as that. And how does this happen? Easy- take away the economic rights of the people- roll back civilization a hundred or so years and claim such genocidal cuts to the budget are ‘healthy’ all the whilst not once touching defense or military spending.

The elite might also want to carve up such places like that of the U.S. into tiny micro-states thereby keeping us divided and hence much easier to conquer. And wouldn’t you know- the far right is also demanding secession along with less and less taxes upon the titans of finance capital.

The socialist New World Order argument just falls to pieces when one takes a good, hard look at what’s actually happening in the world. The middle class has been vanquished. The rich have gotten richer. And if one seriously believes those at the bottom of the totem pole- in other words, the welfare people- are living the ‘high life’ all thanks to the ‘socialism’ that Obama has created in this country, one is seriously mistaken.

How does working at McDonalds and receiving a handful of food stamps each month equate to Donald Trump style living?


http://www.filmsforaction.org/news/is_the_new_world_order_extreme_socialism_or_totalitarian_capitalism/

La tecnica guida del mondo sostituirà tutte le ideologie

Qualsiasi governo è destinato ad essere superato dal potere dell’innovazione. L’umanità del futuro risponderà solo al soddisfacimento degli scopi

di Emanuele Severino

 Il celebre affresco di Raffaelo raffigurante la filosofia

 

Alcuni mesi fa ho pubblicato sul «Corriere della Sera» un articolo: «Il destino della tecnica, battere le ideologie» (29 luglio). Il suo destino è cioè di porsi alla guida dei popoli: diventare tecnocrazia. Il presidente Renzi ha ribadito, anche in questi giorni, il suo rifiuto della tecnocrazia nostrana ed europea e il primat o della politica. Nei due casi, che sembrano contraddirsi, la parola «tecnocrazia» ha però un significato profondamente diverso. Avevo chiarito l’equivoco anche alla fine del governo Monti («Corriere», 19 gennaio 2013), che voleva essere «governo tecnico» proprio nel senso a cui Renzi si riferisce volendosene però distanziare. La tecnica destinata a dominare il mondo è abissalmente diversa dalla tecnica dei «governi tecnici».


La politica diventerebbe grande politica se lo capisse. Il capo del governo dice di non interessarsi delle «ideologie», ma di voler risolvere i problemi concreti dell’economia e della società italiana. Ma uno dei tratti caratteristici della tecnica che i «governi tecnici» si propongono di valorizzare è appunto questo: il disinteresse per la gestione ideologica dei problemi. Il disinteresse di Renzi procede dunque in direzione di quella gestione tecnologica dei problemi alla quale egli crede di voltare le spalle. Ma a questo punto va anche detto che sia un «governo tecnico» come quello di Monti (o quello che si ritiene oggi dominante in Europa), sia un «governo politico-non tecnico», come quello che Renzi intende promuovere, sono chiaramente e robustamente ideologici. C’è bisogno di ricordare che anche il capitalismo è un’ideologia? Sì, nonostante tutto ce n’è un gran bisogno! Il capitalismo non è la «legge naturale eterna» dei rapporti economici.

Nonostante la crisi attuale, esso è l’ideologia vincente in grandi aree del Pianeta, ma non per questo i suoi principi (ad esempio autonomia e libertà dell’individuo, proprietà privata, uso della merce per aumentare il profitto, dipendenza dei consumi della gente e della ricchezza delle nazioni dall’iniziativa privata) sono verità assolute. Ebbene, sia i «governi tecnici», sia i governi «politici non tecnici» oggi in circolazione si propongono di adottare le misure più idonee per guarire il capitalismo dalla malattia che lo sta affliggendo: per guarire ciò che è percepito come la dimensione che da ultimo determina e configura i rapporti sociali e la stessa sorte dei governi. Che quindi — siano di destra oppure di sinistra — si combattono in famiglia. L’ideologia capitalistica stabilisce pertanto anche il modo in cui la tecnica deve essere usata e usata anche dai «governi tecnici». Sì che, in quanto regolata dal capitalismo, anche la tecnica è un’ideologia. In Italia, poi, tutti quei tipi di governo sono chiaramente e robustamente delle ideologie anche perché, oltre ad esser guidati dall’economia di mercato, sentono fortemente l’influenza dell’ideologia della Chiesa cattolica. Se poi si rifiuta la tecnocrazia e si vuole che alla guida della società stia la politica, allora il carattere ideologico dell’esecutivo cresce ulteriormente, perché la politica stessa (la politica come «arte» politica) è ideologia. Ho osservato altre volte che un agire economico è capitalistico solo se, oltre ad un insieme di altri fattori, è un agire a rischio (tanto che nel rischio la scienza economica individua uno dei principali motivi che giustificano il profitto e la sua entità); e il rischio caratterizza in modo essenziale anche la decisione di credere in un’ideologia. Ma quanto si sta dicendo del carattere rischioso dell’intrapresa capitalistica va detto anche della politica in quanto tale.

Il politico rischia come l’imprenditore. Le sue decisioni non sono garantite da una competenza tecno-scientifica, anche se la tecno-scienza fornisce alla politica i mezzi con cui essa può realizzare le proprie decisioni. Sono decisioni a rischio; quindi eminentemente ideologiche. Si può osservare che queste considerazioni sono ben poco utili a risolvere i problemi attuali, come ad esempio quello della regolamentazione del lavoro. Ma se i popoli non pensano di essere alla fine della loro esistenza, allora, ancora più decisivi dei «problemi attuali» e «concreti» sono quelli relativi alla direzione verso cui il mondo sta andando. Appunto rispetto a questo tema si fa avanti il carattere decisivo della differenza abissale tra la tecnica quale oggi si presenta sul Pianeta e ciò che essa è destinata a diventare: tecnocrazia. Un termine, questo, da intendere tuttavia in senso del tutto diverso da quello in cui la tecnocrazia è stata concepita a partire da Saint-Simon, e poi da Thorstein Veblen fino alle analisi curate da Hansfried Kellner e da Frank W. Heuberger. In queste prospettive si ignora l’inevitabilità del processo (indicato anche in quei miei articoli) in cui la tecnica, da mezzo delle ideologie che intendono servirsene per realizzare i loro scopi, diventa il loro scopo e dunque le domina — una tematica, questa, che è stata apprezzata anche da Fabrizio Pezzani, professore di Programmazione e controllo nelle pubbliche amministrazioni all’Università Bocconi (È tutta un’altra storia, Università Bocconi Editore, 2013). Inoltre, le forme di sapienza della tradizione obiettano alla tecnocrazia quale è comunemente intesa che non tutto ciò che essa può fare è lecito farlo; e la tecnica, come tale, non possiede oggi una risposta capace di risolvere l’obbiezione. Infatti la risposta adeguata presuppone che la tecnica sia capace di ascoltare e di capire la voce dell’essenza (peraltro tendenzialmente nascosta) della filosofia degli ultimi due secoli, che mostra l’impossibilità dell’esistenza di Limiti assoluti all’agire umano e quindi all’agire tecnico — giacché solo la filosofia, non la scienza, può mostrare tale impossibilità e autorizzare la destinazione della tecnica al dominio. Va richiamato anche un ulteriore motivo di tale destinazione.

La gestione della produzione industriale è ideologica (capitalistica o spuria come quella cinese o araba). Servendosi della tecnica per realizzare i propri scopi, tale gestione sta distruggendo la Terra. Oggi si riconosce che questo è il pericolo maggiore per l’umanità. Ma la gestione ideologica dell’economia, distruggendo la Terra, distrugge se stessa. Quindi o va incontro all’autodistruzione, oppure, per evitarla, assume come scopo la capacità della tecnica di produrre energie alternative non inquinanti. Rinuncia cioè ai propri scopi. E anche in questo caso va incontro all’autodistruzione. Alla guida dell’agire del mondo si pone la tecnica, l’ideologia vincente che sostituisce il capitalismo alla guida del mondo e ha come scopo l’incremento indefinito della capacità di realizzare scopi. L’ultimo Dio.

1 novembre 2014 | 16:10

http://www.corriere.it/cultura/14_novembre_01/tecnica-guida-mondo-sostituira-tutte-ideologie-1063196c-61d8-11e4-8446-549e7515ac85.shtml

 

sábado, 1 de novembro de 2014

Las 10 empresas que controlan (casi) todo lo que consumes diariamente

Las 10 empresas que controlan (casi) todo lo que consumes diariamente


Haz el ejercicio y trata de identificar cuántas de estas marcas utilizas en tu día a día desde que te levantas hasta que te vas a dormir. Actos como lavarte los dientes, afeitarte, ducharte, vestirte, ponerte el desodorante, tomarte los cereales, comer en un restaurante de comida rápida, darle de comer a tu perro o gato, mascar un chicle o tomarte un refresco implican consumir algunos de los productos comercializados por tan sólo unas pocas corporaciones. Nuestra economía se basa en el consumo, y este consumo está definido ycondicionado por un puñado de empresas.
Las 10 empresas que ves en el encabezado de este artículo (clica aquí para ver en grande) producen y distribuyen más de 2.150 productos de consumo diario en docenas de países de alrededor del mundo y facturan más de mil millones de dólares diarios por ello. Coca Cola, Pepsico, Kelloggs, Nestlé, Johnson & Johnson, P&G, Mars, Kraft, Unilever y General Mills, son las 10 corporaciones que controlan buena parte del mercado de consumo masivo y que se concentran en esta infografía elaborada por la web Convergence Alimentaire (convergencia alimentaria). Probablemente algunos de los grandes ausentes de esta infografía sean el grupo francés Danone, especializado en lácteos y que comercializa más de 30 marcas de productos lácteos y aguas, y la británica Associated British Foods, que comercializa alrededor de una docena de marcas de productos en un total de 44 países.
Aunque no lo parezca es más que probable que en tu día a día consumas decenas de productos procedentes de las llamadas 10 grandes, casi sin que te des cuenta. Aquí debajo desglosamos el total de marcas y productos que cada uno de estos gigantes vende a cientos de millones de consumidores de todo el mundo.
Unilever: más de 400 marcas.
Coca-Cola: más de 400 marcas.
Pepsico: 22 marcas (aunque distribuye productos asociándose con otras empresas).
Mars: más de 100 marcas.
Johnson & Johnson: más de 75 marcas.
Procter & Gamble: más de 300 marcas.
Kraft: más de 150 marcas.
Nestlé: 31 marcas bajo las que distribuye 146 productos.
General Mills: más de 100 marcas bajo las que se distribuyen más de 615 productos.
Kellogg’s: más de 65 marcas.
Lejos de la idea que uno pueda tener que el mercado de consumo de productos de alimentación uso diario es subministrado por cientos de empresas esta infografía nos demuestra que la realidad no es así. No existe una diversidad real, pues aquellas pequeñas marcas que pretendían ofrecer algo diferente, fueron ya absorbidas por los grandes conglomerados comerciales. Las fusiones, y las compras de empresas pequeñas por parte de grandes conglomerados como los aquí presentados son algunas de las explicaciones del fenómeno, que deja a muchísimas de las marcas de consumo en muy pocas manos, y que según varias organizaciones tienen consecuencias peligrosas por el poder que adquieren esos conglomerados ante el poder político y su creciente capacidad de influencia. De hecho algo parecido sucede también en el mundo de los medios de comunicación, tanto en losEstados Unidos, como en España, cuyo sector es controlado cada vez más por un menor número de corporaciones fruto de las adquisiciones y fusiones.
El mapa que muestra la organización de los pequeños sellos de productos y sus empresas ilustra cómo un gran número de marcas nos da una falsa imagen de libertad en la elección. Adam Smith hablaba de la mano invisible que controla el mercado. En este artículo se puede ver que el dominio lo tienen un pequeño grupo de empresarios y que la independencia que se siente a la hora de elegir una marca de jugo o té y no un refresco, puede pasar a un segundo plano porque se está comprando un producto de la misma empresa.
El poder de las 10 grandes
En todo el mundo se beben más de 4.000 tazas de Nescafé por segundo y se consumen productos de Coca-Cola 1.700 millones de veces al día. Tres empresas controlan el 40 por ciento del mercado mundial de cacao, y en 2010 Nestlé declaró unos ingresos mayores que el PIB de Guatemala o Yemen.
De hecho, las 10 grandes generan en conjunto unos ingresos de más de 1.100 millones de dólares al día y dan trabajo a millones de personas, de manera directa e indirecta, en el cultivo, procesamiento, distribución y venta de sus productos. En la actualidad, estas empresas forman parte de una industria valorada en 7 billones de dólares, mayor incluso que el sector de la energía,y que representa aproximadamente un diez por ciento de la economía mundial.

Las 10 grandes a ojos de Intermon Oxfam

Según una reciente campaña de la organización Intermon Oxfam (IO) las diez grandes empresas que controlan el mercado mundial de la alimentación no están respetando algunos de los derechos básicos de las comunidades agrícolas que les proporcionan tierra, agua, mano de obra y materias primeras para que elaboren sus productos. Como resultado “las 10 grandes” siguen aumentando su éxito comercial, facturando entre ellas 1.100 millones de dólares cada día, pero otros millones, los de pequeños agricultores, son cada vez más pobres. De hecho el 80% de las personas que pasan hambre en el planeta trabajan en la producción de alimentos en el sector agrícola.
La campaña de IO, bajo el nombre Tras la Marca, tiene como objetivo incrementar la transparencia y la rendición de cuentas de 10 de las empresas de alimentación y bebidas más poderosas del mundo (las 10 grandes) que según IO son Associated British Foods (ABF), Coca-Cola, Danone, General Mills, Kellogg, Mars, Mondelez International (antes conocida como Kraft Foods), Nestlé, PepsiCo y Unilever en relación a su cadena de suministro. Los resultados se pueden apreciar en la tabla inferior.
Según indica IO en su informe: “En Pakistán, las comunidades rurales afirman que Nestlé embotella y vende agua subterránea de muchísimo valor cerca de pueblos que no pueden permitirse agua potable. En 2009, Kraft fue acusada de comprar carne de vacuno a proveedores brasileños involucrados en la tala de árboles en la selva amazónica para que pastara el ganado. Y actualmente Coca-Cola se enfrenta a denuncias de trabajo infantil en su cadena de suministro en Filipinas.”

Las diez grandes empresas de la alimentación “no respetan” los derechos de los pequeños agricultores según Intermón Oxfam. Fuente: Cadena Ser
Según IO Tras la marca revela que por lo general, los programas de responsabilidad social y de sostenibilidad que han llevado a cabo las empresas hasta ahora han sido diseñados específicamente para, por ejemplo, reducir el uso del agua o formar a las mujeres agricultoras. Sin embargo, estos programas no abordan las causas principales del hambre y de la pobreza, porque las empresas no tienen políticas adecuadas que guíen las actividades de sus cadenas de suministro.
IO concluye indicando que algunas de las principales deficiencias de las políticas de las empresas son:
• Las empresas no son suficientemente transparentes en relación a sus cadenas de suministro agrícola, lo cual dificulta comprobar la veracidad de sus declaraciones en cuanto a su “sostenibilidad” y la “responsabilidad social”;
• Ninguna de las 10 grandes dispone de políticas adecuadas para proteger a las comunidades locales del acaparamiento de tierras y de agua a lo largo de sus cadenas de suministro;
• Las empresas no toman suficientes medidas para frenar las enormes emisiones de gases de efecto invernadero por parte del sector agrícola; dichas emisiones han provocado cambios en el clima, que ahora están teniendo consecuencias negativas para los agricultores;
• La mayoría de las empresas no ofrece a los pequeños agricultores igualdad de acceso a sus cadenas de suministro, y ninguna de ellas se ha comprometido a garantizar que reciben un precio justo por sus productos;
• Muy pocas de estas empresas han tomado alguna medida para abordar la explotación de las pequeñas agricultoras y de las trabajadoras agrícolas en sus cadenas de suministro.


http://www.unitedexplanations.org/2013/05/20/las-10-empresas-que-controlan-casi-todo-lo-que-consumes-diariamente/


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

'La Corporación, la persecución patológica del beneficio y el poder"

"The Corporation' es un documental dirigido por Mark Achbar y Jennifer Abbott que durante dos horas y cincuenta y tres minutos se interna en el mundo empresarial psicopático. Está basado en el libro con el título 'La Corporación, la persecución patológica del beneficio y el poder', de Joel Bakan. Con entrevistas realizadas tanto a ejecutivos de multinacionales, brokers de bolsa, espías industriales, así como a activistas y pensadores contra la globalización (Noam Chomsky, Naomi Klein y Michael Moore, entre otros) se analiza el comportamiento de las multinacionales. Todo adornado con imágenes de anuncios y noticias de la televisión y videos promocionales de las empresas. La linea argumental consiste en dar por válida la hipótesis legal por la cual una empresa es "una persona" con derechos y obligaciones. Si es así la película se adentra en su comportamiento, su conducta y sus deseos. Amoral, única y exclusivamente motivada por la búsqueda del beneficio propio, no obstante busca la autojustificación y dar una cara humana. Sometiendole a un test psiquiátrico propuesto por la Organización Mundial de la Salud, Joel Bakan demuestra que "La Corporación" responde al perfil de un psicópata, y para testificarlo entrevistan a un alto cargo del FBI especializado en Psicópatas. La película, entre otros premios, ganó el de la audiencia al mejor documental en el festival de cine de Sundance, al que por premura no se presentó, pero fue invitada especialmente y aclamada por el público. A partir de este premio, el autor decidió distribuir libremente la serie por las redes de pares."


domingo, 26 de outubro de 2014

The western model is broken

The west has lost the power to shape the world in its own image – as recent events, from Ukraine to Iraq, make all too clear. So why does it still preach the pernicious myth that every society must evolve along western lines?


Tuesday 14 October 2014 

“So far, the 21st century has been a rotten one for the western model,” according to a new book, The Fourth Revolution, by John Micklethwait and Adrian Wooldridge. This seems an extraordinary admission from two editors of the Economist, the flag-bearer of English liberalism, which has long insisted that the non-west could only achieve prosperity and stability through western prescriptions. It almost obscures the fact that the 20th century was blighted by the same pathologies that today make the western model seem unworkable, and render its fervent advocates a bit lost. The most violent century in human history, it was hardly the best advertisement for the “bland fanatics of western civilisation”, as the American theologian Reinhold Niebuhr called them at the height of the cold war, “who regard the highly contingent achievements of our culture as the final form and norm of human existence”.
Niebuhr was critiquing a fundamentalist creed that has coloured our view of the world for more than a century: that western institutions of the nation-state and liberal democracy will be gradually generalised around the world, and that the aspiring middle classes created by industrial capitalism will bring about accountable, representative and stable governments – that every society, in short, is destined to evolve just as the west did. Critics of this teleological view, which defines “progress” exclusively as development along western lines, have long perceived its absolutist nature. Secular liberalism, the Russian thinker Alexander Herzen cautioned as early as 1862, “is the final religion, though its church is not of the other world but of this”. But it has had many presumptive popes and encyclicals: from the 19th-century dream of a westernised world long championed by the Economist, in which capital, goods, jobs and people freely circulate, to Henry Luce’s proclamation of an “American century” of free trade, and “modernisation theory” – the attempt by American cold warriors to seduce the postcolonial world away from communist-style revolution and into the gradualist alternative of consumer capitalism and democracy.
The collapse of communist regimes in 1989 further emboldened Niebuhr’s bland fanatics. The old Marxist teleology was retrofitted rather than discarded inFrancis Fukuyama’s influential end-of-history thesis, and cruder theories about the inevitable march to worldwide prosperity and stability were vended by such Panglosses of globalisation as Thomas Friedman. Arguing that people privileged enough to consume McDonald’s burgers don’t go to war with each other, the New York Times columnist was not alone in mixing old-fangled Eurocentrism with American can-doism, a doctrine that grew from America’s uninterrupted good fortune and unchallenged power in the century before September 2001.
The terrorist attacks of 9/11 briefly disrupted celebrations of a world globalised by capital and consumption. But the shock to naive minds only further entrenched in them the intellectual habits of the cold war – thinking through binary oppositions of “free” and “unfree” worlds – and redoubled an old delusion: liberal democracy, conceived by modernisation theorists as the inevitable preference of the beneficiaries of capitalism, could now be implanted by force in recalcitrant societies. Invocations of a new “long struggle” against “Islamofascism” aroused many superannuated cold warriors who missed the ideological certainties of battling communism. Intellectual narcissism survived, and was often deepened by, the realisation that economic power had begun to shift from the west. The Chinese, who had “got capitalism”, were, after all, now “downloading western apps”, according to Niall Ferguson. As late as 2008, Fareed Zakaria declared in his much-cited book, The Post-American World, that “the rise of the rest is a consequence of American ideas and actions” and that “the world is going America’s way”, with countries “becoming more open, market-friendly and democratic”.

A world in flames


One event after another in recent months has cruelly exposed such facile narratives. China, though market-friendly, looks further from democracy than before. The experiment with free-market capitalism in Russia has entrenched a kleptocratic regime with a messianic belief in Russian supremacism. Authoritarian leaders, anti-democratic backlashes and rightwing extremism define the politics of even such ostensibly democratic countries as India, Israel, Sri Lanka, Thailand and Turkey.
The atrocities of this summer in particular have plunged political and media elites in the west into stunned bewilderment and some truly desperate cliches. The extraordinary hegemonic power of their ideas had helped them escape radical examination when the world could still be presented as going America’s way. But their preferred image of the west – the idealised one in which they sought to remake the rest of the world – has been consistently challenged by many critics, left or right, in the west as well as the east.
Herzen was already warning in the 19th century that “our classic ignorance of the western European will be productive of a great deal of harm; racial hatred and bloody collisions will develop from it.” Herzen was sceptical of those liberal “westernisers” who believed that Russia could progress only by diligently emulating western institutions and ideologies. Intimate experience and knowledge of Europe during his long exile there had convinced him that European dominance, arrived at after much fratricidal violence and underpinned by much intellectual deception and self-deception, did not amount to “progress”. Herzen, a believer in cultural pluralism, asked a question that rarely occurs to today’s westernisers: “Why should a nation that has developed in its own way, under completely different conditions from those of the west European states, with different elements in its life, live through the European past, and that, too, when it knows perfectly well what that past leads to?”
The brutality that Herzen saw as underpinning Europe’s progress turned out, in the next century, to be a mere prelude to the biggest bloodbath in history: two world wars, and ferocious ethnic cleansing that claimed tens of millions of victims. The imperative to emulate Europe’s progress was nevertheless embraced by the ruling elites of dozens of new nation-states that emerged from the ruins of European empires in the mid-20th century, and embarked on a fantastic quest for western-style wealth and power. Today, racial hatred and bloody collisions ravage the world where liberal democracy and capitalism were expected to jointly reign.
This moment demands a fresh interrogation of what Neibuhr euphemistically called “the highly contingent achievements of the west”, and closer attention to the varied histories of the non-west. Instead, the most common response to the present crisis has been despair over western “weakness” – and much acrimony over what Barack Obama, president of the “sole superpower” and the “indispensable nation” should have done to fix it. “Will the West Win?” Prospect asks on the cover of its latest issue, underlining the forlornness of the question with a picture of Henry Kissinger, whose complicity in various murderous fiascos from Vietnam to Iraq has not prevented his re-incarnation among the perplexed as a sage of hardheaded realism.
Robert Kagan, writing in the Wall Street Journal at the start of September, articulated a defiant neoconservative faith that America is condemned to use “hard power” against the enemies of liberal modernity who understand no other language, such as Japan and Germany in the early 20th century, and Putin’s Russia today. Kagan doesn’t say which manifestation of hard power – firebombing Germany, nuking Japan, napalming Vietnam – the United States should aim against Russia, or if the shock-and-awe campaign that he cheerled in Iraq is a better template. Roger Cohen of the New York Times provides a milder variation on the clash of civilisations discourse when he laments that “European nations with populations from former colonies often seem unable to celebrate their values of freedom, democracy and the rule of law”.
Such diehard believers in the west’s capacity to shape global events and congratulate itself eternally were afflicted with an obsolete assumption even in 1989: that the 20th century was defined by the battles between liberal democracy and totalitarian ideologies, such as fascism and communism. Their obsession with a largely intra-western dispute obscured the fact that the most significant event of the 20th century was decolonisation, and the emergence of new nation-states across Asia and Africa. They barely registered the fact that liberal democracies were experienced as ruthlessly imperialist by their colonial subjects.
For people luxuriating at a high level of abstraction, and accustomed to dealing during the cold war with nation-states organised simply into blocs and superblocs, it was always too inconvenient to examine whether the freshly imagined communities of Asia and Africa were innately strong and cohesive enough to withhold the strains and divisions of state-building and economic growth. If they had indeed risked engaging with complexity and contradiction, they would have found that the urge to be a wealthy and powerful nation-state along western lines initially ordered and then disordered first Russia, Germany and Japan, and then, in our own time, plunged a vast swath of the postcolonial world into bloody conflict.

History’s long-term losers

The temptation to imitate the evidently triumphant western model, as Herzen feared, was always greater than the urge to reject it. For many in the old and sophisticated societies of Asia and Africa, chafing under the domination of western Europe’s very small countries, it seemed clear that human beings could muster up an unprecedented collective power through new European forms of organisation like the nation-state and the industrialised economy. Much of Europe had first learned this harsh lesson in political and military innovation from Napoleon’s all-conquering army. In the century after the Napoleonic wars, European societies gradually learned how to deploy effectively a modern military, technology, railways, roads, judicial and educational systems and create a feeling of belonging and solidarity, most often by identifying dangerous enemies within and without.
As Eugen Weber showed in his classic book Peasants into Frenchmen (1976), this was a uniformly brutal process in France itself. Much of Europe then went on to suffer widespread dispossession, the destruction of regional languages and cultures, and the institutionalisation of hoary prejudices like antisemitism. The 19th century’s most sensitive minds, from Kierkegaard to Ruskin, recoiled from such modernisation, though they did not always know the darker side of it: rapacious European colonialism in Asia and Africa. By the 1940s, competitive nationalisms in Europe stood implicated in the most vicious wars and crimes against religious and ethnic minorities witnessed in human history. After the second world war, European countries – under American auspices and the pressures of the cold war – were forced to imagine less antagonistic political and economic relations, which eventually resulted in the European Union.
But the new nation-states in Asia and Africa had already started on their own fraught journey to modernity, riding roughshod over ethnic and religious diversity and older ways of life. Asians and Africans educated in western-style institutions despaired of their traditionalist elites as much as they resented European dominance over their societies. They sought true power and sovereignty in a world of powerful nation-states – what alone seemed to guarantee them and their peoples a fair chance at strength, equality and dignity in the white man’s world. In this quest China’s Mao Zedong and Turkey’s Mustafa Kemal Atatürk as much as Iran’s democratically-elected prime minister Mohammed Mossadegh followed the western model of mass-mobilisation and state-building.
By then European and American dominance over “the world’s economies and peoples” had, as the Cambridge historian Christopher Bayly writes in The Birth of the Modern World, turned a large part of humanity “into long-term losers in the scramble for resources and dignity”. Nevertheless, the explicitly defined aim of Asia and Africa’s first nationalist icons, who tended to be socialist and secular (Atatürk, Nehru, Nasser, Nkrumah, Mao, and Sukarno), was “catch-up” with the west. Recent ruling classes of the non-west have looked to McKinsey rather than Marx to help define their socioeconomic future; but they have not dared to alter the founding basis of their legitimacy as “modernisers” leading their countries to convergence with the west and attainment of European and American living standards. As it turns out, the latecomers to modernity, dumping protectionist socialism for global capitalism, have got their timing wrong again.
In the 21st century that old spell of universal progress through western ideologies – socialism and capitalism – has been decisively broken. If we are appalled and dumbfounded by a world in flames it is because we have been living – in the east and south as well as west and north – with vanities and illusions: that Asian and African societies would become, like Europe, more secular and instrumentally rational as economic growth accelerated; that with socialism dead and buried, free markets would guarantee rapid economic growth and worldwide prosperity. What these fantasies of inverted Hegelianism always disguised was a sobering fact: that the dynamics and specific features of western “progress” were not and could not be replicated or correctly sequenced in the non-west.
The enabling conditions of Europe’s 19th-century success – small, relatively homogenous populations, or the ability to send surplus populations abroad as soldiers, merchants and missionaries – were missing in the large and populous countries of Asia and Africa. Furthermore, imperialism had deprived them, asBasil Davidson argued in The Black Man’s Burden: Africa and the Curse of the Nation-State, of the resources to pursue western-style economic development; it had also imposed ruinous ideologies and institutions upon societies that had developed, over centuries, their own viable political units and social structures.
Recklessly exported worldwide even today, the west’s successful formulas have continued to cause much invisible suffering. What may have been the right fit for 19th-century colonialists in countries with endless resources cannot secure a stable future for India, China, and other late arrivals to the modern world, which can only colonise their own territories and uproot their own indigenous peoples in the search for valuable commodities and resources.
The result is endless insurgencies and counter-insurgencies, wars and massacres, the rise of such bizarre anachronisms and novelties as Maoist guerrillas in India and self-immolating monks in Tibet, the increased attraction of unemployed and unemployable youth to extremist organisations, and the endless misery that provokes thousands of desperate Asians and Africans to make the risky journey to what they see as the centre of successful modernity.
It should be no surprise that religion in the non-western world has failed to disappear under the juggernaut of industrial capitalism, or that liberal democracy finds its most dedicated saboteurs among the new middle classes. The political and economic institutions and ideologies of western Europe and the United States had been forged by specific events – revolts against clerical authority, industrial innovations, capitalist consolidation through colonial conquest – that did not occur elsewhere. So formal religion – not only Islam, Hinduism, Judaism, and the Russian Orthodox Church, but also such quietist religions as Buddhism – is actually now increasingly allied with rather than detached from state power. The middle classes, whether in India, Thailand, Turkey or Egypt, betray a greater liking for authoritarian leaders and even uniformed despots than for the rule of law and social justice.
But then western ideologues during the cold war absurdly prettified the rise of the “democratic” west. The long struggle against communism, which claimed superior moral virtue, required many expedient feints. And so the centuries of civil war, imperial conquest, brutal exploitation, and genocide were suppressed in accounts that showed how westerners made the modern world, and became with their liberal democracies the superior people everyone else ought to catch up with. “All of the western nations,” James Baldwin warned during the cold war in 1963, are “caught in a lie, the lie of their pretended humanism; this means that their history has no moral justification, and the west has no moral authority.” The deception that an African-American easily divined has continued, nevertheless, to enjoy political support and intellectual respectability long after the end of the cold war.
Thus the editors of the Economist elide in The Fourth Revolution the history of mass slaughter in the west itself that led to the modern nation-state: the religious wars of the 17th century, the terror of French revolutions, the Napoleonic wars, the Franco-Prussian war and the wars of Italian unification, among others. Mainstream Anglo-American writers who vend popular explanations of how the west made the modern world veer between intellectual equivocation and insouciance about the west’s comparative advantage of colonialism, slavery and indentured labour. “We cannot pretend,” Ferguson avers, that the “mobilisation of cheap and probably underemployed Asian labour to grow rubber and dig gold had no economic value.” A recent review in the Economist of a history explaining the compact between capitalism and slavery protests that “almost all the blacks” in the book are “victims”, and “almost all the whites villains”.
Understandably, history has to be “balanced” for Davos Men, who cannot bear too much reality in their effervescent prognoses of “convergence” between the west and the rest. But obscuring the monstrous costs of the west’s own “progress” destroys any possibility of explaining the proliferation of large-scale violence in the world today, let along finding a way to contain it. Evasions, suppressions and downright falsehoods have resulted, over time, in a massive store of defective knowledge – an ignorance that Herzen correctly feared to be pernicious – about the west and the non-west alike. Simple-minded and misleading ideas and assumptions, drawn from this blinkered history, today shape the speeches of western statesmen, thinktank reports and newspaper editorials, while supplying fuel to countless log-rolling columnists, TV pundits and terrorism experts.

The price of progress

A faith in the west’s superiority has not always been an obstacle to understanding the tormented process of modernisation in the rest of the world, as the French anti-communist Raymond Aron demonstrated in books like Progress and Disillusion (1968) and The Opium of the Intellectuals (1955). Aron believed the west made the modern world with its political and economic innovations and material goals, but did not flinch from examining what this fact really augured about the modern world. As he saw it, the conflicts and contradictions thrown up by the pursuit of modernity had been hard enough to manage for western societies for much of the last century. Industrial societies alone had seemed able to improve material conditions, and bring about a measure of social and economic equality; but the promise of equality, which staved off social unrest, was increasingly difficult to fulfill because specialisation kept producing fresh hierarchies.
Some parts of the west had achieved some reduction in material inequalities, due to a market economy which produced both desirable goods and the means to acquire them; organised labour, which made it possible for workers to demand higher wages; and political liberty, which made the rulers accountable to the ruled. And some western countries had also, however brutally, got the sequencing broadly right: they had managed to build resilient states before trying to turn peasants into citizens. (“We have made Italy; now we must make the Italians,” the Italian nationalist Massimo d’Azeglio famously proclaimed in 1860.) The most successful European states had also accomplished a measure of economic growth before gradually extending democratic rights to a majority of the population. “No European country,” Aron pointed out, “ever went through the phase of economic development which India and China are now experiencing, under a regime that was representative and democratic.” Nowhere in Europe, he wrote in The Opium of Intellectuals, “during the long years when industrial populations were growing rapidly, factory chimneys looming up over the suburbs and railways and bridges being constructed, were personal liberties, universal suffrage and the parliamentary system combined”.
Countries outside the west, however, faced simultaneously the arduous tasks of establishing strong nation-states and viable economies, and satisfying the demands for dignity and equality of freshly politicised peoples. This made the importation of western measures and techniques of success in places that “have not yet emerged from feudal poverty” an unprecedented and perilous experiment. Travelling through Asia and Africa in the 1950s, Aron discerned the potential for authoritarianism as well as dark chaos.
There were not many political choices before societies that had lost their old traditional sources of authority while embarking on the adventure of building new nation-states and industrial economies in a secular and materialist ethos. These rationalised societies, constituted by “individuals and their desires”, had to either build a social and political consensus themselves or have it imposed on them by a strongman. Failure would plunge them into violent anarchy.
Aron was no vulgar can-doist. American individualism, the product of a short history of unrepeatable national success, in his view, “spreads unlimited optimism, denigrates the past, and encourages the adoption of institutions which are in themselves destructive of the collective unity”. Nor was he a partisan of the blood-splattered French revolutionary tradition, which requires “people to submit to the strictest discipline in the name of the ultimate freedom” – whose latest incarnation is Isis and its attempt to construct an utopian “Islamic State” through a reign of terror.

The state under siege

Applied to the many nation-states that emerged in the mid-20th century, Aron’s sombre analysis can only embarrass those who have been daydreaming since 1989 about a worldwide upsurge of liberal democracy in tandem with capitalism. Indeed, long before the rise of European totalitarianisms, urgent state-building and the search for rapid and high economic growth had doomed individual liberties to a precarious existence in Japan. Singapore, Taiwan, Malaysia and South Korea went on to show, after 1945, that a flourishing capitalist economy always was compatible with the denial of democratic rights.
China has more recently achieved a form of capitalist modernity without embracing liberal democracy. Turkey now enjoys economic growth as well as regular elections; but these have not made the country break with long decades of authoritarian rule. The arrival of Anatolian masses in politics has actually enabled a demagogue like Erdoğan to imagine himself as a second Atatürk.
Turkey, however, may have been relatively fortunate in being able to build a modern state out of the ruins of the Ottoman empire. Disorder was the fate of many new nations that had been insufficiently or too fervidly imagined, such as Myanmar and Pakistan; their weak state structures and fragmented civil society have condemned them to oscillate perennially between civilian and military despots while warding off challenges from disaffected minorities and religious fanatics. Until the Arab spring, ruthless despots kept a lid on sectarian animosities in the nation-states carved out of the Ottoman empire. Today, as the shattering of Iraq, Libya and Syria reveals, despotism, far from being a bulwark against militant disaffection, is an effective furnace for it.
Countries that managed to rebuild commanding state structures after popular nationalist revolutions – such as China, Vietnam, and Iran – look stable and cohesive when compared with a traditional monarchy such as Thailand or wholly artificial nation-states like Iraq and Syria. The bloody regimes inaugurated by Khomeini and Mao survived some terrible internal and external conflicts – the Korean and Iran-Iraq wars, the Cultural Revolution and much fratricidal bloodletting – partly because their core nationalist ideologies secured consent from many of their subjects.
Since 1989, however, this strenuously achieved national consensus in many countries has been under siege from a fresh quarter: an ideology of endless economic expansion and private wealth-creation that had been tamed in the mid-20th century. After its most severe global crisis in the 1930s, capitalism had suffered a decline in legitimacy, and in much of the non-western world, planned and protected economic growth had become the chosen means to such ends as social justice and gender equality. In our own age, feral forms of capitalism, which after the Depression were defanged by social-welfarism in the west and protectionist economies elsewhere, have turned into an elemental force. Thus, nation-states already struggling against secessionist movements by ethnic and religious minorities have seen their internal unity further undermined by capitalism’s dominant ethic of primitive accumulation and individual gratification.
All of the western nations are caught in the lie of their pretended humanism; this means the west has no moral authority

China, once the world’s most egalitarian society, is now even more unequal than the United States – 1% of its population owns one-third of the national wealth – and prone to defuse its increasing social contradictions through a hardline nationalism directed at its neighbours, particularly Japan. Many formally democratic nation-states, such as India, Indonesia, and South Africa, have struggled to maintain their national consensus in the face of the imperative to privatise basic services such as water, health and education (and also, for many countries, to de-industrialise, and surrender their sovereignty to markets). Mobile and transnational capital, which de-territorialises wealth and poverty, has made state-building and its original goals of broad social and economic uplift nearly impossible to achieve within national boundaries.
The elites primarily benefitting from global capitalism have had to devise new ideologies to make their dominance seem natural. Thus, India and Israel, which started out as nation-states committed to social justice, have seen their foundational ideals radically reconfigured by a nexus of neoliberal politicians and majoritarian nationalists, who now try to bludgeon their disaffected subjects into loyalty to a “Jewish state” and a “Hindu nation”. Demagogues in Thailand, Myanmar, and Pakistan have emerged at the head of populations angry and fearful about being deprived of the endlessly postponed fruits of modernity.
Identified with elite or sectarian interests, the unrepresentative central state in many countries struggles to compete with offers of stability and order from non-state actors. Not surprisingly, even the vicious Isis claims to offer better governance to Sunnis angry with the Shiite-dominated government in Baghdad. So do Maoist insurgents who control large territories in Central India, and even drug-traffickers in Myanmar and Mexico.

A shattered mirror

Fukuyama, asserting that the “power of the democratic ideal” remains immense, claimed earlier this year that “we should have no doubt as to what kind of society lies at the end of History”. But the time for grand Hegelian theories about the rational spirit of history incarnated in the nation-state, socialism, capitalism, or liberal democracy is now over. Looking at our own complex disorder we can no longer accept that it manifests an a priori moral and rational order, visible only to an elite thus far, that will ultimately be revealed to all.
How then do we interpret it? Reflecting on the world’s “pervasive raggedness” in the last essay he wrote before his death in 2006, the American anthropologist Clifford Geertz spoke of how “the shattering of larger coherences … has made relating local realities with overarching ones … extremely difficult.” “If the general is to be grasped at all,” Geertz wrote, “and new unities uncovered, it must, it seems, be grasped not directly, all at once, but via instances, differences, variations, particulars – piecemeal, case by case. In a splintered world, we must address the splinters.”
Such an approach would necessarily demand greater attention to historical specificity and detail, the presence of contingency, and the ever-deepening contradictions of nation-states amid the crises of capitalism. It would require asking why nation-building in Afghanistan and Iraq failed catastrophically while decentralisation helped stabilise Indonesia, the world’s largest Muslim country, after a long spell of despotic rule supported by the middle class. It would require an admission that Iraq can achieve a modicum of stability not by reviving the doomed project of nation-state but through a return to Ottoman-style confederal institutions that devolve power and guarantee minority rights. Addressing the splinters leaves no scope for vacuous moralising against “Islamic extremism”: in their puritanical and utopian zeal, the Islamic revolutionaries brutally advancing across Syria and Iraq resemble the fanatically secular Khmer Rouge more than anything in the long history of Islam.
A fresh grasp of the general also necessitates understanding the precise ways in which western ideologues, and their non-western epigones, continue to “make” the modern world. “Shock-therapy” administered to a hapless Russian population in the 1990s and the horrific suffering afterwards set the stage for Putin’s messianic Eurasianism. But, following Geertz’s insistence on differences and variations, the ressentiment of the west articulated by nationalists in Russia, China, and India cannot be conflated with the resistance to a predatory form of modernisation – ruthless dispossession by a profit-driven nexus of the state and business – mounted by indigenous peoples in Tibet, India, Peru and Bolivia.
In any case, the doubters of western-style progress today include more than just marginal communities and some angry environmental activists. Last month the Economist said that, on the basis of IMF data, emerging economies – or the “large part of humanity” that Bayly called the “long-term losers” of history – might have to wait for three centuries in order to catch up with the west. In the Economist’s assessment, which pitilessly annuls the upbeat projections beloved of consultants and investors, the last decade of rapid growth was an “aberration” and “billions of people will be poorer for a lot longer than they might have expected just a few years ago”.
The implications are sobering: the non-west not only finds itself replicating the west’s violence and trauma on an infinitely larger scale. While helping inflict the profoundest damage yet on the environment – manifest today in rising sea levels, erratic rainfall, drought, declining harvests, and devastating floods – the non-west also has no real prospect of catching up with the west.
How do we chart our way out of this impasse? His own discovery of the tragically insuperable contradictions of westernisation led Aron into the odd company of the many thinkers in the east and the west who questioned the exalting of economic growth as an end in itself. Of course, other ways of conceiving of the good life have existed long before a crudely utilitarian calculus – which institutionalises greed, credits slavery with economic value and confuses individual freedom with consumer choice – replaced thinking in our most prominent minds.
Such re-examinations of liberal capitalist ideas of “development”, and exploration of suppressed intellectual traditions, are not nearly as rousing or self-flattering as the rhetorical binaries that make laptop bombers pound the keyboard with the caps lock glowing green. Barack Obama, who struggled to adhere to a wise policy of not doing stupid stuff, has launched another open-ended war after he was assailed for being weak by assorted can-doists. Plainly, Anglo-American elites who are handsomely compensated to live forever in the early 20th century, when the liberal-democratic west crushed its most vicious enemies, will never cease to find more brutes to exterminate. The rest of us, however, have to live in the 21st century, and prevent it from turning into yet another rotten one for the western model.
 This article was amended on 17 October 2014. An earlier version stated that “No less than the World Bank admitted last month that emerging economies … might have to wait for three centuries in order to catch up with the west”. In fact it was the Economist, analysing IMF data, which said that last month.
http://www.theguardian.com/world/2014/oct/14/-sp-western-model-broken-pankaj-mishra