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O ex-presidente
Lula e o ministro
Luiz Dulci durante celebração dos quinze anos do Foro de São Paulo.
Segundo a organização, atualmente mais de 100 partidos e organizações políticas participam dos encontros. As posições políticas variam dentro de um largo espectro, que inclui partidos
social-democratas, extrema-esquerda, organizações comunitárias,
sindicais e
sociais ligados à
esquerda católica,
grupos étnicos e
ambientalistas, organizações
nacionalistas,
partidos comunistas e até mesmo grupos
guerrilheiros, como as
FARC. Estas, entretanto,
9 acabaram por ser impedidas de participar abertamente a partir de 2005.
10
A primeira reunião foi realizada em
São Paulo. Desde então, o Foro tem acontecido a cada um ou dois anos, em diferentes cidades:
Manágua(1992),
Havana (1993),
Montevidéu (1995),
San Salvador (1996),
Porto Alegre (1997),
Cidade do México (1998), Manágua (2000), Havana (2001),
Antígua (2002),
Quito (2003), São Paulo (2005), San Salvador (2007), Montevidéu (2008), Cidade do México (2009), Buenos Aires (2010), Manágua (2011), Caracas (2012) e São Paulo (2013).
No encontro seguinte, realizado na
Cidade do México, em
1991, com a participação de 68 organizações e partidos políticos de 22 países, examinou-se a situação e a perspectiva da América Latina e do Caribe frente à reestruturação hegemônica internacional. Na ocasião, consagrou-se o nome "Foro de São Paulo".
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Os objetivos iniciais do FSP estão expressos na "Declaração de São Paulo",
12 documento final que foi aprovado no primeiro encontro, na cidade de São Paulo, em 1990. O texto deste documento ressalta que o objetivo do foro era aprofundar o debate e procurar avançar com propostas de unidade de ação consensuais na luta anti-
imperialista e popular, promover intercâmbios especializados em torno dos problemas econômicos, políticos, sociais e culturais que a
esquerda continental enfrenta. A declaração propõe renovar o pensamento de esquerda e o
socialismo, reafirmando seu caráter emancipador, corrigindo concepções errôneas, superando toda expressão de
burocratismo e toda ausência de uma verdadeira democracia social e de massas
Para aqueles que ratificaram a Declaração de São Paulo, o socialismo e o desenvolvimento de vastas forças sociais, democráticas e populares no continente Latino-Americano que se oponham aos mandados do imperialismo e do capitalismo
neoliberal, representam a mais autêntica democracia, pois defendem que as alternativas socialistas tem melhores condições de alcançar uma sociedade livre, justa e soberana. Eles rejeitam, justamente por isso, toda pretensão de aproveitar a crises econômicas para "encorajar a restauração capitalista, anular as conquistas e direitos sociais ou alentar ilusões nas inexistentes bondades do
liberalismo e do
capitalismo"
13 .
A proposta constante na Declaração de São Paulo passa pela reafirmação da soberania e autodeterminação da América Latina e das nações participantes, pela plena recuperação de sua identidade cultural e histórica e pelo Impulso à solidariedade interna. Ela supõe defender o patrimônio latino-americano, pôr fim à fuga e exportação de capitais do subcontinente, encarar conjunta e unitariamente a questão da dívida externa, adotando políticas econômicas em benefício das maiorias, que acreditam ser capazes de combater a situação de miséria em que vivem boa parte dos latino-americanos. De acordo com os proponentes, isso exige um compromisso ativo com a vigência dos
direitos humanos e com a
democracia e a soberania popular como valores estratégicos, colocando as forças de esquerda, socialistas e progressistas frente aos desafios de renovar constantemente o seu pensamento e a sua ação.
Por fim, a Declaração diz encontrar "a verdadeira face do Império" nas renovadas agressões à
Cuba e também contra a
Revolução Sandinista na
Nicarágua, no aberto intervencionismo e apoio ao
militarismo em
El Salvador, na invasão e ocupação militar norte-americana do
Panamá, nos projetos e passos dados no sentido de militarizar zonas andinas da América do Sul por trás do pretexto de lutar contra o “
narcoterrorismo”. Assim, eles reafirmam sua solidariedade em relação à
revolução cubana e à
Revolução Sandinista, e também seu apoio em relação às tentativas de desmilitarização e de solução política da
guerra civil de El Salvador, além de se solidarizarem com o povo panamenho e com os povos andinos "que enfrentam a pressão militarista do imperialismo"
14 .
No II Encontro (no México, em 1991), surgiu a ideia de o FSP trabalhar também por maior integração continental, por meio do intercâmbio de experiências, da discussão das diferenças e da busca de consenso para ação entre as esquerdas. Os encontros seguintes reafirmam esta disposição para o diálogo entre as esquerdas, ao mesmo tempo em que — no cenário continental — cresceu a influência dos partidos participantes do Foro de São Paulo na política latino-americana, uma vez que houve a eleição de presidentes afinados com suas visões em vários países.
A reunião do Foro de São Paulo, que ocorreu em 2010 na capital argentina, faz críticas ao
neoliberalismo e os
Estados Unidos. O Foro recomendou que os países latino-americanos levem à
ONU o debate sobre a autodeterminação e a independência da população de
Porto Rico.
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Lula conversa com Fidel Castro, no Palácio da Revolução, em Havana (2003)..
Lista de grupos que já participaram do Foro de São Paulo:
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Países da América Latina atualmente governados por membros do Foro de São Paulo[editar | editar código-fonte]
Países da América Latina atualmente governados por membros do Foro de São Paulo (em vermelho).
Diversos grupos organizadores e setores da sociedade civil se opõem ao Foro de São Paulo. Em
editorial de 13 de agosto de 2013, o jornal
O Estado de S. Paulo, descrevendo a reunião como um foro anacrônico, aponta o fato de que os países que participam do foro exibem o pior desempenho econômico do continente - em contraste com o dos integrantes da
Aliança do Pacífico - México, Colômbia, Peru, Chile e, mais recentemente, Costa Rica - que colhem os resultados positivos de suas bem-sucedidas políticas de integração na economia global.
18 O editorial aponta ainda o fato de que todos os países que participam do Foro "padecem de um burocratismo do aparelho estatal semelhante ao que levou à falência a
União Soviética e seus satélites", e que todos, apesar dos princípios pelos quais alegaram lutar, jamais lograram conquistar uma verdadeira democracia social e de massas.
18
Entre estes grupos que se opõem ao Foro estão associações de intelectuais liberais como o
UnoAmerica,
19 20organização liderada pelo venezuelano
Alejandro Peña Esclusa.
No Brasil, por mais de uma década o filósofo e jornalista
Olavo de Carvalho tem acusado o Foro de São Paulo de ser o principal responsável pela ascensão da esquerda na América Latina.
21
Além disso, os opositores do Foro de São Paulo criticaram principalmente a participação das FARC nas reuniões.
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Referências
- Ir para cima↑ Valter Pomar (13/5/2013). Declaração Final dos Encontros do Foro de São Paulo (1990-2012) (pdf) 5 pp. Website do Foro de São Paulo. Visitado em 02/08/2013.
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- Ir para cima↑ Neoliberalismo na América Latina e a nova fase da dependência
- Ir para cima↑ Globalização, Neoliberalismo e abertura econômica na América Latina nos anos 90
- ↑ Ir para:a b Partidos Miembros
- ↑ Ir para:a b Folha de S. Paulo (31 de maio de 2008). PT barrou as Farc em foro da esquerda em São Paulo.
- Ir para cima↑ Declaración de México (PDF).
- Ir para cima↑ Declaração Final dos Encontros do Foro de São Paulo (1990-2012), p. 11-15
- Ir para cima↑ Declaração Final dos Encontros do Foro de São Paulo (1990-2012), p. 12
- Ir para cima↑ Declaração Final dos Encontros do Foro de São Paulo (1990-2012), p. 14
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- ↑ Ir para:a b Um foro anacrônico O Estado de S. Paulo (13 de agosto de 2013). Visitado em 18-3-2014.
- Ir para cima↑ Declaración de UnoAmérica, 15 de dezembro de 2008
- Ir para cima↑ Criticismo do forum pela Unión de Organizaciones Democráticas de América
- Ir para cima↑ Carvalho, Olavo de. Digitais do Foro de São Paulo28 de Janeiro de 2008.
- Ir para cima↑ O Foro de São Paulo não é uma fantasia, porReinaldo Azevedo. Revista Veja, 30 de janeiro de 2008.
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- Ir para cima↑ Fabiano, Ruy (31 de julho de 2010). Conflito sem mediadores Blogue do Noblat, O Globo.
- Ir para cima↑ Montaner, Carlos Alberto (12 de março de 2010). A decepção internacional com Lula O Estado de São Paulo.
- Ir para cima↑ Rabello, João Bosco (21 de julho de 2010). PT e Farc, uma antiga relação ideológica que encontrou abrigo no governo brasileiro O Estado de São Paulo.
- Documentos oficiais
- Documentação complementar
- Declaração da reunião do Grupo de Trabalho do FSP(Declaration of the Foro de São Paulo Meeting),Workers' Party-PT website (em português)
- Luis Inacio Lula da Silva speech at the opening of Foro de São Paulo in Havana (Fundação Perseu Abrano website) (em português)
- Declaración final del X Encuentro del Foro de São Paulo
- Participantes en 10° Encuentro del Foro de Sao Paulo piden liberación de cubanos presos en Miami,Granma, 7 de dezembro de 2001.
- El "temible" Foro de Sao Paulo, Adolfo P. Salgueiro, El Universal (Venezuela).
- The São Paulo Forum, Castro's shocktroops, 10 de novembro de 1995, Executive Intelligence Review.
- Foro de Sao Paulo apoya a Chávez, Ernesto Villegas Poljak, El Universal (Venezuela).
- PT message to the Equatorian parties of the Foro de São Paulo, Workers' Party-PT website (em português)
- XI Encuentro Foro de Sao Paulo realizado en la Antigua
- São Paulo Forum - the convergence point of the Latin-American and Caribbean left (em português) , Partido Comunista do Brasil, 20 de novembro de 2002
- Echoes of the São Paulo Forum Part 2 (em português) , Partido Comunista do Brasil, 19 de dezembro de 2002
- Echoes of the São Paulo Forum Part 3 (em português) , Partido Comunista do Brasil, 26 de dezembro de 2002
http://pt.wikipedia.org/wiki/Foro_de_S%C3%A3o_Paulo