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domingo, 9 de outubro de 2016

Por que o movimento LGBT apoia aqueles que mais os perseguiram na história?



Alguns dias antes da votação do impeachment, refletia sobre a realidade da militância no Brasil: foi nítido que a comunidade LGBT apoiou fortemente a luta “contra o golpe”. Bandeiras dos movimentos eram vistas nas passeatas em defesa do governo, a opinião LGBT quase que unânime esteve a favor do PT, o grito de guerra era uníssono e ensaiado.

Sendo libertário, enxergo as manobras dos movimentos sociais a luz de teorias políticas e traço panoramas que pessoas de fora do mundo libertário não conseguem enxergar.
O maior erro que o movimento LGBT já cometeu na sua história foi se politizar. O meio político é o verdadeiro destruidor de lares, tem o poder de colocar grandes amigos uns contra os outros por mera discordância, e pior, colocar uma sociedade inteira contra si mesma.
Enquanto no mundo capitalista o movimento LGBT começava a conquistar suas primeiras liberdades, no mundo socialista eram vistos como uma praga. Nas palavras do líder soviético Joseph Stalin, o homossexualismo era uma doença burguesa, visão repetida pelos demais líderes socialistas como Che Guevara e Fidel Castro, que fuzilaram homossexuais e são idolatrados até hoje pela esquerda, inclusive pelos LGBTs. Com o andar da carruagem, a esquerda revolucionária percebeu não ser mais possível dividir apenas a sociedade entre proletários e burgueses, era preciso criar outras novas classes e colocá-las para se odiar e se tornarem massas de manobra política. É ai que entra a comunidade LGBT no meio político. Esta se tornou um novo alvo a ser cooptado por aqueles que pretendem chegar ao poder e implantar os seus ideologismos.
Mas como fazer para que uma classe tão perseguida pelo esquerdismo revolucionário siga os passos dos seus algozes? Como fazer a comunidade LGBT adorar comunistas homofóbicos, regimes totalitários, partidos que defendem abertamente as sanguinárias revoluções socialistas e os regimes teocráticos do Oriente Médio, além de sistemas econômicos que lhes impedem de acumular riqueza e consequentemente melhorar sua qualidade de vida?
Isso se deve ao marxismo gramscista, uma tática da esquerda revolucionária para chegar ao poder e nele se perpetuar. Do marxismo se absorve a ideia de dividir a sociedade em classes, colocando-as para conflitarem, e do gramscismo se absorve a tática de ocupar todos os espaços de difusão de conhecimento, assim, toda informação que chegue aos ouvidos dos cidadãos estará contaminada.
Essa batalha que a esquerda travou no Brasil não usa armas de fogo, mas sim esforços para ocupar todos os espaços possíveis, fazendo sua voz atingir o número máximo de pessoas. Dominando-se a difusão do conhecimento, a história pode ser reescrita conforme a vontade do seu escritor. O movimento revolucionário que atua no Brasil desde seus primórdios tratou de reverter a história a seu favor, limpando os rastros de sangue que deixaram por onde passaram, transformando os piores facínoras que o mundo já conheceu em verdadeiros heróis divinos.
Foram necessárias ocupações de universidades, escolas, jornais, rádios, revistas, sindicatos, associações de bairro e agremiações estudantis para que a história distorcida contada não fugisse do controle. O cerceamento do contraditório inibe ou reduz a capacidade de estabelecer paradoxos, racionalizações e questionamentos, o que culmina em indivíduos que pouco a pouco aceitam a trama como se realidade fosse.
Tudo isso não passa de um processo lento e gradual de transformação do indivíduo em uma massa de modelar pronta para ser amoldada conforme vontade daqueles que promovem este processo. É a redução do indivíduo ao mínimo possível, é a redução do indivíduo a um pensamento, a um comportamento ou a uma mera característica de sua existência. E foi exatamente isso o que aconteceu com o movimento LGBT no Brasil.
Quando homossexuais apontam o dedo para outros para os acusar de “homofóbicos” por mera discordância política, quando utilizam gritos de “homofóbicos, intolerantes, opressores” contra qualquer um que não concorde com suas pautas, quando reagem com gritos de “coxinha, burguês, tucano, neoliberal” às pessoas que se posicionam contra o governo do PT ou quando culpam toda a sociedade por um homossexual morto, vemos o produto de um processo que teve como finalidade reduzir indivíduos a mera condição de homossexual, a um processo que fez o indivíduo se despir de sua existência livre e se enxergar meramente como parte de um todo agregado que se resume a ser LGBT.
A verdade é que a comunidade LGBT no Brasil aceitou o papel de um rebanho facilmente guiável por um senhor que levante a bandeira do arco-íris e diga “Aqui estou!”. O governo do PT sempre fez propaganda pautada no público LGBT, fazendo deste uma verdadeira massa de manobra política barganhando votos. No entanto, o PT nunca cumpriu as promessas que fez em épocas de campanha. Atualmente, Jean Wyllys se diz oposição ao governo petista, mas não perde uma chance de defendê-lo. Em meio à crise política, ele foi incapaz de pressionar o governo por realizações de suas promessas, preferindo apontar o dedo para a oposição para chamá-los de golpistas. De tanto isto se repetir, cada vez mais pessoas enxergam os LGBTs como objetos políticos, aumentando a rejeição às suas pautas.
A estratégia de politização do movimento LGBT no Brasil não tinha outra finalidade se não a de formar militantes aptos a defender toda a estrutura revolucionária sem ao menos questionar o motivo. O fortalecimento do lado contrário às pautas homossexuais é produto da postura tomada pela comunidade LGBT, a qual se tornou uma arma de disputa política, deixando de lado a luta pela liberdade.

www.ilisp.org/artigos/por-que-o-movimento-lgbt-apoia-aqueles-que-mais-os-perseguiram-na-historia/

domingo, 16 de novembro de 2014

MOOLAADE

Los hombres aferrados a una antigua tradición religiosa no sólo se enfrentan a unas cuantas mujeres decididas a salvar a sus hijas del peligro de la operación, sino también a otro grupo de hombres y mujeres que lo consideran una barbaridad.

La película no se limita a mostrar el horror de la mutilación genital femenina, también ofrece una ambiciosa declaración política de cómo se moldea la libertad de las mujeres en una sociedad.

Por primera vez en una película africana, hay escenas sexualmente explícitas que ilustran la agonía física y mental de la ablación.

Ousmane Sembene, uno de los directores africanos más aclamados y el primero que fue reconocido internacionalmente (Premio Jean Vigo), intenta, a través de esta película, alertar a la comunidad internacional acerca de un ritual que no sólo se practica en África.



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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Crece apoyo al asesinato de recién nacidos en las universidades de EE.UU.



En los recintos universitarios estadounidenses ha crecido la cantidad de estudiantes que apoyan el asesinato de recién nacidos, según informaron organizaciones provida.

Texto completo en: http://actualidad.rt.com/sociedad/view/145265-crece-respaldo-abortos-posnatales-campus-eeuu
En los recintos universitarios estadounidenses ha crecido la cantidad de estudiantes que apoyan el asesinato de recién nacidos, según informaron organizaciones provida.
Algunos de los estudiantes encuestados incluso sugieren que es aceptable quitar la vida a niños de hasta cuatro o cinco años de edad, ya que aún no son "conscientes", según el portal 'The College Fix'.

"Casi en cada campus que visitamos, encontramos a personas quienes consideran moralmente aceptable el matar a infantes después de su nacimiento. Mientras este punto de vista impactante para la mayoría de las personas, cada vez recibe más apoyo", contó Mark Harrington, el director de 'Created Equal'.

Los campus mencionados incluyen a Purdue, la Universidad de Minnesota, la Universidad de Florida Central y la Universidad Estatal de Ohio.

"Entre los que apoyan los abortos, es habitual creer que matar a bebés no es nada malo porque no somos humanos hasta que no somos conscientes", afirmó Kristina Garza, una portavoz de Survivors of the Abortion Holocaust.


Texto completo en: http://actualidad.rt.com/sociedad/view/145265-crece-respaldo-abortos-posnatales-campus-eeuu


En los recintos universitarios estadounidenses ha crecido la cantidad de estudiantes que apoyan el asesinato de recién nacidos, según informaron organizaciones provida.

"Casi en cada campus que visitamos, encontramos a personas quienes consideran moralmente aceptable el matar a infantes después de su nacimiento. Mientras este punto de vista impactante para la mayoría de las personas, cada vez recibe más apoyo", contó Mark Harrington, el director de 'Created Equal'.

Los campus mencionados incluyen a Purdue, la Universidad de Minnesota, la 
Universidad de Florida Central y la Universidad Estatal de Ohio.

"Entre los que 
apoyan los abortos, es habitual creer que matar a bebés no es nada malo porque no somos humanos hasta que no somos conscientes", afirmó Kristina Garza, una portavoz de Survivors of the Abortion Holocaust.

Texto completo en:
http://actualidad.rt.com/sociedad/view/145265-crece-respaldo-abortos-posnatales-campus-eeuu




sábado, 12 de julho de 2014

El control de los cuerpos y los saberes

Mignolo reflexiona sobre el rol histórico y social de las instituciones universitarias y su adopción, desde mediados del siglo XX, de valores corporativos a partir de los cuales se produce una mercantilización del conocimiento.
 Por Javier Lorca

“La universidad ha sido y sigue siendo una instancia fundamental de la colonialidad del saber”, define Walter Mignolo, profesor de Duke University (EE.UU.), donde dirige el Centro de Estudios Globales y Humanidades. Mignolo es uno de los referentes de la corriente de pensamiento decolonial, una red de intelectuales constituida hace unos quince años. La idea fundamental del grupo es que la colonialidad es la cara oscura de la modernidad, y que esa díada modernidad/colonialidad opera desde una matriz de poder con pretensiones universalistas, la matriz totalitaria de la razón moderna, instituida sobre la dominación y la explotación de seres humanos definidos como inferiores desde la invención de la noción de raza. El pensamiento decolonial considera parte de esa lógica/retórica tanto al capitalismo como al socialismo, y toma distancia de otros pensamientos que cuestionan la modernidad (Nietzsche, teoría crítica, Foucault, posestructuralismo, posmodernismo), a los que considera eurocentrados, incapaces de dar cuenta del silenciamiento de otras culturas inherentes a la colonialidad. La red modernidad/colonialidad promueve un horizonte de inclusión de lo diverso, la pluriversalidad, de ahí su cercanía a las poblaciones víctimas de la “herida colonial”, comunidades indígenas y movimientos sociales de Africa, Asia y, especialmente, Latinoamérica. Desde esa perspectiva, Mignolo analiza el rol que han desempeñado las universidades.

–¿Cuál ha sido la función de la universidad en el proceso de la modernidad/colonialidad?

–La universidad ha sido y sigue siendo una instancia fundamental de la colonialidad del saber. La transformación en Europa de las universidades medievales (Bolonia, Salamanca, Coimbra) en universidades renacentistas se extendió en el siglo XVI a las colonias hispánicas: la Universidad de Santo Domingo en México, San Marcos de Lima en Perú, la Universidad de Córdoba en la Argentina. Y Harvard, en EE.UU., en el siglo XVII. Mientras Portugal no incentivó la creación de universidades, España se autoasignó una misión teopolítica: el control de los cuerpos mediante el control de las almas, es decir, de las subjetividades. En el siglo XVIII, la universidad renacentista mutó, en Europa, en la universidad kantiana-humboldtiana. Ese modelo de universidad desplaza a la universidad teológico-humanista de los Estados monárquicos y nace la universidad de los Estados seculares: la idea de ciudadanía y democracia conecta el control del conocimiento con el control de la autoridad. En América, las universidades coloniales teológico-monárquicas mutan en universidades seculares estatales. Y se fundan otras universidades, como la de Chile en 1862 y la UBA en 1821. Todo esto antes de que Francia e Inglaterra colonizaran Africa y Asia, y comenzara ahí la instalación de universidades kantianas-humboldtianas. En fin, la universidad y el museo son dos instituciones clave en las que se fundó y se mantiene la colonialidad del saber y de la subjetividad.

–¿Cómo siguió ese proceso en el siglo XX?

–En la segunda mitad del siglo XX, bajo el liderazgo de Estados Unidos, las universidades se transformaron –y aún se están transformando– en universidades corporativas. Es decir, las universidades son administradas como corporaciones y adoptan valores de las corporaciones: eficiencia, excelencia en el sentido corporativo, investigaciones que serán aprovechadas por las corporaciones para mercantilizar desde la farmacología hasta la alimentación. A la vez, desde principios del siglo XX comenzó un nuevo ciclo que remeda al del siglo XVI: la instalación de universidades de EE.UU. en los Estados del Golfo Pérsico (Qatar, Kuwait) y en el este y el sudeste asiático (China, Singapur). Sin embargo, las cosas han cambiado. No es seguro hasta qué punto las universidades estadounidenses transmiten valores occidentales y hasta qué punto el saber occidental es apropiado para beneficio de proyectos de desoccidentalización. Esto no fue posible en el siglo XVI puesto que las poblaciones indígena y africana fueron marginadas de las esferas del saber. En la América luso-hispana, después de las independencias, las elites criollas locales que gestionaron las universidades se convirtieron en servidores imperiales para mantener la colonialidad del saber en las ex colonias.

–¿Qué papel podrían cumplir las universidades en un proceso de decolonización?

–Es difícil pensar hoy que la dirigencia universitaria en cualquier parte del mundo se proponga descolonizar el saber. Estos proyectos provienen del cuerpo profesoral y estudiantil, no de la administración. Sería semejante a esperar que el Estado inicie proyectos de descolonización. A pesar de que en Bolivia el Estado emplea este vocabulario, la descolonización no es una cuestión de políticas estatales. Los Estados están enganchados con las corporaciones y los bancos. La dirigencia universitaria puede apoyar, en ciertos momentos, algunas iniciativas, pero no le es posible iniciar estos proyectos. El día que las universidades públicas o privadas gestionen la descolonización pedagógica, será porque ya los procesos de descolonización que percibimos en la sociedad política contribuyeron a un vuelco radical y a la disolución de la matriz colonial de poder. Por el momento, la descolonialidad es una visión y una orientación que coexiste y coexistirá en tensión con otras visiones y sistemas de ideas (el liberalismo, el neoliberalismo, el marxismo, el cristianismo, el confucionismo, el islamismo), así como con orientaciones y visiones disciplinarias (ciencias humanas y naturales, escuelas profesionales, etcétera). La decolonialidad es una opción entre otras.

–¿Conoce alguna experiencia académica que vaya en ese sentido? ¿El caso de Amawtay Wasi en Ecuador?

–El caso de la Universidad Intercultural de las Nacionalidades y los Pueblos Indígenas Amawtay Wasi es un ejemplo. Esta sí fue una universidad liderada por la dirigencia indígena. Pero Rafael Correa se las arregló para descalificarla, basado en formas corporativas de evaluación de “excelencia”... La educación en Amawtay Wasi se organizó en cuatro centros curriculares: Ushay-Yachay o de la Interculturalidad, Ruray-Ushay o de las Tecnociencias para la vida; Munay-Ruray o del Mundo vivo; y Yachay-Munay o de las Cosmovisiones. El centro de los cuatro centros es Kawsay, “Vida” y también “Conocimiento”. Se entiende así el significado de Sumak Kawsay, que malamente se traduce como “Buen vivir”: Sumak Kawsay sería la plenitud del vivir alcanzada a través del conocimiento. Este es un modelo de pedagogía decolonial y por lo tanto de universidad decolonial. Esta universidad no fue una iniciativa del Estado. Al contrario, el Estado la clausuró. Correa podría haber apoyado Amawtay Wasi al mismo tiempo que creaba universidades corporativas. Pero no le quedaba otra, para decirlo mal y pronto. Hoy, los Estados necesitan de las universidades no tanto para formar subjetividades ciudadanas, como era el caso de la universidad kantiana-humboldtiana, sino para preparar expertos que les permitan a los Estados “estar a la altura” de los tiempos, y los tiempos marcan otro tipo de educación: la reproducción de la colonialidad del saber adaptada a tecnologías para acrecentar la producción y las ganancias, administración de empresas para incrementar el lucro, ingeniería y geología para expandir el extractivismo, investigaciones para aumentar los agronegocios. En fin, se trata de impulsar investigaciones que promuevan el “desarrollo” y de desautorizar investigaciones que muestren la colonialidad del saber agazapada debajo de la retórica desarrollista. En la Argentina, el caso de Andrés Carrasco habla por sí mismo.

–¿Cuál ha sido su propia experiencia? ¿Ha encontrado dificultades para el pensamiento decolonial en las instituciones donde se ha desempeñado?

–Las “dificultades” las encuentro no tanto en las universidades sino en Facebook... (risas) En Duke University nadie se opone abiertamente. Es una política general en los EE.UU., una vez que estás dentro, te dejan hacer. Por otra parte, el apoyo depende de las universidades. Quienes llevamos adelante esta forma de hacer y pensar lo hacemos al margen de la orientación general de las universidades. Se trata pues de “las tretas del débil”, como aprendimos de Josefina Ludmer, estrategia que tiene validez en varias esferas. El doctorado creado por Catherine Walsh en la Universidad Andina de Quito es un caso ejemplar de pedagogía decolonial sin que haya sido una iniciativa de las autoridades. El título es de “Estudios culturales latinoamericanos”, pero la orientación es netamente decolonial. Aunque no lo decolonial como un “método” para los “estudios culturales”, puesto que lo decolonial es una manera de pensar y de estar en el mundo, y no un método para estudiar. Pensar descolonialmente significa desengancharse de los presupuestos de la epistemología moderna basados en la distinción entre sujeto cognoscente y objeto a conocer. Cuando en las propuestas de tesis uno lee “mi objeto de estudio es X” y “mi método es Z”, sabemos que estamos en plena colonialidad del saber. Pero sin duda es más que esto. La decolonialidad son los procesos a la búsqueda de un estar en el mundo y hacer en ese estar (kuscheanamente dicho), desobedeciendo a lo que la retórica de la modernidad y el desarrollo quiere que seamos y hagamos.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

“El cuerpo debe ser nuestro. Ni del estado, ni del mercado”

Hablamos con Silvia Federici, la feminista del momento.


Por: ,  
 

“El cuerpo debe ser nuestro. Ni del estado, ni del mercado” | PlayGround | Articulos Musica
 
 

Silvia Federici estuvo la semana pasada en Barcelona y arrasó. Ella cree que hace falta un nuevo movimiento feminista, no necesariamente compuesto sólo por mujeres, que vuelva a poner en el centro los trabajos reproductivos. Tras Calibán y la bruja, la obra que la catapultó a la fama internacional, ahora publica Revolución en punto cero.

Miércoles 7 de mayo. Una larga cola sale del Ateneu Cooperativo La Base en Barcelona: la gente espera a escuchar una charla. Al día siguiente, el aula de la Universitat Autónoma de Barcelona en la que se realiza la misma conferencia se queda pequeña. Hay asistentes sentados en el pasillo, sobre las mesas, asomados a la puerta. A lo largo de toda su gira, se prevé la misma asistencia.

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Hablamos de Silvia Federici, la feminista de moda que, a sus 72 años, obtiene un reconocimiento del que nunca antes había gozado. Está de gira, invitada por la Fundación de Los Comunes presentando su nuevo libro Revolución en punto cero. Reproducción, trabajo doméstico y luchas feministas, que edita la editorial Traficantes de Sueños. Es la misma editorial que publicó en castellano la obra que hizo a Federici mundialmente conocida: Calibán y la bruja. Mujeres, cuerpo y acumulación primitiva.
Federici nace en Parma, Italia, en 1942. Allí da sus primeros pasos en el activismo. En 1967 se traslada a Estados Unidos, donde participa activamente en el movimiento estudiantil, las movilizaciones contra la guerra de Vietnam, el movimiento por los derechos civiles y, sobre todo, el movimiento feminista. En los ochenta vive en Nigeria, dando clases en la Universidad de Port Harcourt y participando en organizaciones de mujeres en lucha contra las políticas de ajuste estructural. Hoy es profesora de Filosofía Política en la Universidad Hofstra de Long Island, Nueva York.

Su pensamiento está poderosamente influido por el marxismo operaísta, si bien siempre ha sido crítica con los autores más relevantes del mismo como, por ejemplo, Toni Negri o Paolo Virno. Mientras ellos consideraban central la transformación tecnológica y el trabajo inmaterial, ella ha desarrollado su obra en torno al mecanismo de acumulación por desposesión desde una perspectiva de género.

Hablamos con ella mientras tomamos un café que, para su desgracia, no es un verdadero capuccino.


"Si, por ejemplo,pides un crédito para estudiar, ya estás atrapada: no vas a poder elegir el tipo de trabajo; tal vez necesites dos empleos, no te atreverás a reclamar derechos para no quedarte en paro porque tienes deudas"

En Nigeria te das cuenta de la importancia de la deuda, un tema que ahora es central para el sur de Europa.

Es fundamental entender la importancia de una economía de la deuda. La deuda es tan antigua como el capitalismo; de hecho, es anterior. Pero como relación de clase ha sufrido muchas transformaciones. Marx habla de la deuda nacional como un instrumento de acumulación primitiva, pero además es importante entender qué función juega hoy la deuda.

En el sentido de que se ha convertido en un instrumento de disciplina, ¿verdad?

Sí, la deuda es un instrumento de gobierno, un instrumento de disciplina  y un instrumento que instituye relaciones de clase disgregantes. Yo creo que este tercer aspecto de la economía de la deuda no ha sido suficientemente subrayado. Por ejemplo, Maurizio Lazzarato, en su trabajo La Fábrica del Hombre Endeudado, no destaca este aspecto. A lo que me refiero es a que, cada vez más, la deuda es una relación de clase en la que desaparece el trabajo, parece desaparecer la explotación (si bien la deuda es en sí un tremendo método de explotación) y desaparece la propia relación de clase porque instituye una relación individual con el capital, con la banca, en vez de una relación colectiva. Desaparece la cara reconocible del patrón, que ahora es el banco. Es un mecanismo que crea sentido de culpa en vez de empoderamiento.

Para mí ha sido muy importante entender cómo se pasa de una primera fase ligada a los planes de ajuste estructural, en la que la explotación se organiza a través de la deuda externa nacional, a una segunda etapa en la que el estado es sobrepasado y la deuda se convierte en una relación directa con la banca a través de la financiarización de la economía. La financiarización significa la crisis del modelo de estado del bienestar y supone que todo momento de reproducción es ya un momento de acumulación.

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Es decir, la explotación se traslada a todos los ámbitos de la vida a través de las tasas para estudiar, el copago sanitario, la hipotecas de por vida...

Eso es. En todos estos momentos reproductivos el Estado intervenía antaño como subvencionador, y ahora hace de recaudador. Es un intermediario de las finanzas. Una de las luchas que ha surgido a raíz del movimiento Occupy es la lucha contra la deuda. Una organización que se llama Strike Debt ha editado el libro The Debt Resisters que aborda cómo organizarse contra la deuda por la vivienda, los estudios, la salud, etc. Uno de los problemas de la deuda es que a la gente le da vergüenza reconocer que está endeudada porque lo vive como un fracaso personal: cree que han empleado mal el dinero del préstamo, que han hecho una mala inversión, que han vivido por encima de sus posibilidades... Esto hace que la deuda sea muy eficaz como modelo de explotación. Si, por ejemplo, pides un crédito para estudiar, ya estás atrapada: no vas a poder elegir el tipo de trabajo; tal vez necesites dos empleos, no te atreverás a reclamar derechos para no quedarte en paro porque tienes deudas, etc.

¿Conoces la Plataforma de Afectados por las Hipotecas? Ellas han conseguido entender que su situación no es un fracaso personal y convertirlo colectivamente en un problema de primer orden político.

Las he conocido estos días. He podido ir a sus asambleas y me parece una experiencia muy interesante. Igual que la PAH no sólo lucha sólo contra la deuda hipotecaria sino también por el acceso a una vivienda digna, no basta estar contra la deuda. Liberarse de la deuda necesita un complemento: el acceso a los bienes comunes. Si eliminamos la deuda pero no se crean relaciones sociales diferentes, la deuda vuelve a aparecer. Luchar contra la deuda requiere luchar a favor de una sociedad no mercantilizada.


"Lo público no es común, lo público es una forma de privatización en la que el propietario es el estado"

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La cuestión de los bienes comunes en tu obra es central. Sin embargo, era un tema al que no se le daba importancia cuando empezaste a ser activista.

En realidad, no hemos visto la importancia de los bienes comunes hasta que no hemos sentido que los perdíamos. Cuando la re-estructuración de la economía global se ha propuesto eliminarlos. Yo lo vi muy claramente en Nigeria. En África, México, los países andinos, La India... aún hay formas de propiedad comunitaria que están siendo cada vez más atacadas por una nueva oleada de cercamientos, de acumulación primitiva a través, precisamente, de la deuda. En Estados Unidos, el discurso sobre los commons fue relanzado desde los años 90 gracias a los zapatistas, que pudieron la cuestión en la agenda internacional de los movimientos sociales.

Pero cuando hablamos de los bienes comunes no hablamos sólo de las tierras comunales.
Eso es. A partir del movimiento antiglobalización hemos extendido el discurso sobre los bienes comunes como discurso antagonista al desmantelamiento del estado de bienestar. Entendimos que la lucha no debe limitarse a defender el mantenimiento de los actuales servicios públicos. El sistema del welfare de las décadas pasadas es profundamente discriminatorio. Fue pensado para reforzar la ética del trabajo, la ética de la explotación. Por ejemplo, el trabajo doméstico queda excluido del tipo de garantías que ofrecía el estado del bienestar. Ha sido ideado como complemento de la explotación salarial, no como garantía de derechos independientes del empleo. Las luchas contra la privatización tienen que ir más allá de la simple defensa de los servicios públicos: deben defender lo común. Porque lo público no es común, lo público es una forma de privatización en la que el propietario es el estado, que nosotros no controlamos.


"El cuerpo de las mujeres ha sido uno de los primeros territorios que ha intentado privatizar el estado"
En tu pensamiento resulta fundamental la cuestión del control del cuerpo de las mujeres.

El cuerpo de las mujeres ha sido uno de los primeros territorios que ha intentado privatizar el estado. La reapropiación de nuestro cuerpo debe encuadrarse dentro de esta óptica de reapropiación de los bienes comunales. El cuerpo debe ser nuestro. Ni del estado, ni del mercado.
 
Tú criticas que Marx no tuviera en cuenta la apropiación del cuerpo de las mujeres como hecho constitutivo del capitalismo.

Todo el discurso de Marx sobre la reproducción de la clase obrera es completamente naturalista. No ve la procreación como un terreno de lucha. No se da cuenta de que, en la sociedad capitalista, hombres y mujeres tienen intereses diferentes. Las mujeres tienen intereses específicos, existe una relación específica de explotación entre las mujeres y el estado, entre las mujeres y el capital. Marx afirma que el capital “deja en manos de la naturaleza” la reproducción. Naturaliza un proceso que, en realidad, siempre ha estado en el centro.

¿No es un proceso natural, sino una relación de clase?

Sí. Una relación de clase porque el capital trata de apropiarse del cuerpo de las mujeres y transformarlo en una máquina para producir las nuevas generaciones de trabajadores. Por eso los que mandan tienen tanto interés en regular la natalidad. ¿Por qué, si no, tienen tanto interés en condicionar la capacidad de las mujeres para decidir cuándo quieren parir? No estamos hablando del pasado, basta ver la reforma de la ley de aborto del PP. Las reformas de la ley del aborto se acompañan de procesos de esterilización forzosa en otras partes del mundo, gestionadas por el Banco Mundial, las agencias internacionales... Existe un interés internacional para impedir que las mujeres puedan decidir. Lo último es la obsesión por encontrar medios reproductivos de laboratorio; intentos que parecen de ciencia ficción de hacer nacer in vitro a personas sin necesidad de una madre. El cuerpo de las mujeres es la gran barrera que el capital no ha sido capaz de superar.

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La primera parte de tu libro Revolución Punto Cero está basada en tu activismo en pos de un salario para las trabajadoras domésticas. Sin embargo, la segunda parte se aleja un poco de esto cuando analizas la figura de las campesinas que trabajan las tierras comunales, que son millones en el mundo.

Sí, porque la segunda parte está escrita tras mi paso por Nigeria, al comprobar la importancia de las mujeres en la agricultura de subsistencia, que es parte del proceso de reproducción cotidiano en amplias zonas del planeta. Esto plantea nuevas preguntas a la estrategia de lograr un salario para el trabajo doméstico. Es la evolución de mi pensamiento desde los años 70 a mi activismo en el movimiento por otra globalización desde la década de los 90 hasta hoy. No niego la importancia de lograr reivindicaciones como el salario doméstico, pero le añado la cuestión de los bienes comunes. También es fruto de comprobar lo poco fiable que es el salario como garantía de derechos.


"Hay una parte de la derecha neoliberal que plantean la renta básica como sustitución de los derechos sociales. Te dan las migajas de la riqueza social y al mismo tiempo te excluyen de cualquier derecho que pueda suponer un mecanismo de reapropiación de la riqueza social"

En este sentido, ¿qué opinas sobre la renta básica?

Antes que nada, estoy en contra de una “renta de ciudadanía”. Porque ciudadanía excluye automáticamente a todas las personas migrantes que no son reconocidas como ciudadanos. En todo caso, renta básica... Pero es un concepto muy problemático por diferentes razones. Hay una parte importante de la derecha neoliberal que plantea ya la renta básica  —el propio Milton Fridman estaba a favor—. Se dan cuenta de que en el mundo hay una situación insostenible y plantean la renta básica como sustitución de los derechos sociales. Te dan las migajas de la riqueza social y al mismo tiempo te excluyen de cualquier derecho que pueda suponer un mecanismo de reapropiación de la riqueza social. Es una especie de caridad institucionalizada con la intención de taponar las luchas por los bienes comunes. Otro problema es que cualquier reivindicación es útil en la medida en que suponga formas de organización efectivas, y la renta básica es difícilmente organizable. No tiene la capacidad, como sí tenía la reivindicación del salario doméstico, de crear nuevas alianzas porque no tiene la capacidad de desvelar nuevas formas de explotación.

Otro riesgo es que, una vez más, esta reivindicación generalista oculte la especificidad de las reivindicaciones de las mujeres, en este caso del salario doméstico.

Exacto, pedir “renta para todos” desdibuja el derecho a una renta por el trabajo doméstico. Extiende un velo y dice “todos somos iguales”, relegando la reivindicación específica de las mujeres.
Cuando hablamos de las luchas ligadas a la reproducción nos encontramos con el problema de que no hay un instrumento equivalente a lo que para el movimiento obrero ha sido la huelga.

Este es un tema crucial que, sin embargo, apenas ha sido desarrollado por el feminismo. Ha habido voces, sobre todo en Italia y España desde los años 70, que han dicho “no hay huelga general si las mujeres ese día deben trabajar igual” o “si el trabajo reproductivo se para, toda la sociedad se detiene”. Pero no ha ido más allá de las declaraciones. Sí que ha habido luchas en sectores de trabajo feminizados que han planteado esto, por ejemplo las enfermeras. No se pueden aplicar a los trabajos de cuidados los mismos eslóganes que al trabajo productivo. Cuando nos dicen “si rechazas los trabajos reproductivos te niegas a cuidar de tus seres queridos” en realidad nos dicen que tenemos que aceptar nuestra explotación y la del resto.

El punto de partida es constatar que en el trabajo reproductivo contiene dos planos: la reproducción de la vida y la reproducción del capital. Estos dos procesos imbricados entre sí deben ser separados. La lucha empieza por separar ambos aspectos, comprobar que no se puede hablar del rechazo total del trabajo reproductivo. Hay que aprender a separar la reproducción para el mercado de trabajo de la reproducción fuera del mercado de trabajo o, incluso, contra el mercado de trabajo. El capitalismo ha subsumido estos dos aspectos y yo creo que es fundamental desgajarlos.

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La alternativa que ofrece el mercado a las mujeres de clase media o alta que rechazan los trabajos reproductivos es que otras mujeres, normalmente migrantes, los hagan por ellas.

Esto tiene relación con un tipo de feminismo creado en los años 80 para desactivar los aspectos subversivos que contenía el feminismo. Lo han domesticado y parte de esta domesticación ha sido equiparar la emancipación de la mujer al éxito laboral, siendo para ello necesaria la reorganización de los trabajos reproductivos, que recaen en las mujeres expropiadas de África, América Latina, etc. Aunque ciertamente, en estas nuevas dinámicas se han creado movimientos muy interesantes como las organizaciones internacionales de trabajadoras domésticas asalariadas que han dado continuidad a la reivindicación de un salario digno para las trabajadoras domésticas. Es decir, han continuado aquellas luchas que las feministas europeas habían abandonado. Esa nueva realidad de millones de mujeres que hacen trabajo doméstico asalariado plantea nuevas formas de organización y nuevos retos. El mayor de todos pasa por unir en una misma lucha a quien realiza labores domésticas pagadas y a quien las realiza sin cobrar por ello.

Las conclusiones de todo ello son varias. Uno: que el capitalismo es un sistema que debe ser abolido porque es un sistema que debe desvalorizar los trabajos reproductivos. Dos: que el proceso de lucha debe ser ante todo un proceso de reorganización de estas tareas en el sentido de eliminar el sentido capitalista de la reproducción. Debemos crear una nueva forma de cooperar, de habitar, de urbanizar, de cocinar, de compartir el barrio... Y tres: yo hablo siempre de la revolución feminista inacabada. Hace falta un nuevo movimiento feminista, no necesariamente sólo de mujeres, que vuelva a poner en el centro los trabajos reproductivos.

http://www.playgroundmag.net/musica/articulos-de-musica/entrevistas-musicales/el-cuerpo-debe-ser-nuestro-ni-del-estado-ni-del-mercado

 

terça-feira, 3 de junho de 2014

Cuando el cuerpo pierde su identidad



Encontré este articulo en un post del Facebook y el comentario decia que 'parece que desde que el cuerpo dejó de ser importante en las tareas humanas, todo se mezcla' (Hugo Escalante).

Podria agregar que el ser humano está disolviéndose en su identidad y todavía no surgió otra.  Animales ya tienen el status de personas, tenemos protesis para organos, miembros, mentes. Estamos a camino de replicarnos como robots, de entrar en la mente del otro, etc. Perder el limite absoluto de la identidad sexual parece ser una consecuencia natural de este proceso.

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Un futuro sin género: 6 retratos de jóvenes que no se sienten ni hombre ni mujer

La periodista Rachele Kanigel y la fotógrafa Chloe Aftel publican The Shadow Sex, un reportaje sobre los jóvenes de San Francisco que no se identifican con género alguno

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Un futuro sin género: 6 retratos de jóvenes que no se sienten ni hombre ni mujer | PlayGround | Noticias Musica 
 
Una tarde de noviembre de 2013, Sasha Fleischman regresaba a casa en el autobús escolar, cuando de pronto le entró el sueño. Mientras echaba una cabezada, otros dos adolescentes le prendieron fuego como símbolo de burla, de desprecio y de asco. La razón de que Fleischman provocara tanto rechazo a los agresores fue su manera de vestir: falda de mujer y camiseta de hombre, una indumentaria que no reflejaba sus ganas de provocar tanto como el simple hecho de que el joven no se identifica ni con el sexo femenino ni con el masculino, y por lo tanto expresa su manera de ser a través de la indumentaria.

La cámara de seguridad del vehículo captó el momento de la violencia, y entonces su historia dio la vuelta a la prensa internacional como si de un suceso cualquiera de bullying se tratara. Nada más lejos de la realidad: quemaduras de segundo y de tercer grado, vendas y medicinas para un tratamiento que ascendería a los 15.000 euros, y una actitud completamente heroica que llevaría a Fleischman a regresar a las clases, aun con sus piernas y sus brazos vendados, con el propósito de no avergonzarse de lo ocurrido pero sí de luchar por sus derechos como el adolescente sin género que se declara.

Como más tarde demostraría la revista San Francisco Magazine, Fleischman no está solo. Impresionada por lo sucedido, la fotógrafa Chloe Aftel comenzó un reportaje fotográfico centrado no sólo en Sasha sino en más jóvenes del área de San Francisco que también aseguran no pertenecer a ninguna condición sexual. Junto a la periodista Rachele Kanigel, ambas entrevistaron a estos adolescentes en sus lugares más íntimos y charlaron con ellos sobre cómo se sienten, o sobre cómo creen que las personas que estamos a su alrededor deberíamos tratarles e incluso denominarles. Palabras como libertad, aceptación y neutralidad son algunas de las más repetidas en sus discursos.
Pero la masculinidad ni la feminidad entran en su vocabulario como algo preciso y sin variables. Ellos son libres de mantener relaciones con quien deseen, vestirse como les guste o pensar en sus respectivos futuros profesionales sin presiones asociadas al sexo. De entre los entrevistados, también encontramos voces, aspectos y pareceres muy distintos: desde quienes crecieron sintiendo repulsión por su cuerpo según se les formaba en la adolescencia, porque no se sentían en sintonía con él; hasta los que supieron canalizar todas sus ansiedades de manera artística e incluso se comprometieron políticamente.

“No binarios en un mundo binario”, así es como los define Micah, joven bloguero de Neutrosis Nonsense que lleva años escribiendo sobre su condición e investigando de qué manera pueden definirse o nombrarse quienes se sienten como él. Aunque más allá de encontrar calificativos a sus casos —una tarea en la que, según ellos, parecen entretenerse mucho más los colectivos LGTB—, lo que a Sasha Fleischman y a muchos otros les interesa es poder tomar decisiones en su día a día sin sentirse desubicados. Que el mundo no se divida en “para chicos” o “para chicas”, sino quizá en un abanico más amplio de posibilidades.

O como escribe el autor de Neutrosis Nonsense: “las muñecas son para las niñas, los camiones son para los niños, los puzles son neutrales… Mi género es un puzle.”
Chloe Aftel
Chloe Aftel
Chloe Aftel
Chloe Aftel
Chloe Aftel
Chloe Aftel

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Cuerpo



El cuerpo tiene formas de comunicar que no son substituidas por nada y nunca serán. Y el amor, en todas sus facetas, lo escoge como su mensajero.