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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira. A marcha forçada sobre os territórios.

“O licenciamento do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira é um fio que nos leva até o processo decisório do capitalismo brasileiro, que se internacionaliza subalternamente, mas se internacionaliza”, frisa o sociólogo.

As cheias do rio Madeira e os impactos gerados à população de Rondônia por conta das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio recolocam o projeto neodesenvolvimentista do país em discussão e demonstram que o “Brasil funciona como uma espécie de extensão da política industrial chinesa e, por isso, cumpre a função que convém claramente a uma ordem internacional dada, a qual o BRICS procura expressar”, adverte Luis Fernando Garzon à IHU On-Line.
Na entrevista a seguir, concedida por telefone, o sociólogo explica as razões que levam o governo brasileiro a investir na atual política energética baseada, essencialmente, na construção de hidrelétricas. Segundo ele, “o projeto dessas hidrelétricas era uma espécie de síntese empresarial que se escorava no governo Lula, e esse pacto empresarial se traduziria, no final, em um pacto social de mais crescimento e mais emprego em troca de territórios livres de impedimentos. Ocorre que nesses territórios estão os rios, os minérios, o petróleo”. 
Para ele, a política brasileira está “não só entregando recursos que podemos utilizar de formas diferenciadas de acordo com os padrões tecnológicos que adquirimos, mas perdendo lotes e blocos inteiros por décadas; essa é a grande questão”. 
Garzon esclarece ainda que “todos os instrumentos governamentais e internacionais, aos quais o governo brasileiro vem se submetendo, impõem essa marcha forçada sobre os territórios em processo de acumulação por espoliação”. Contudo, adverte, o discurso político se apropriou do conceito de sustentabilidade, e enfatiza a geração de novos empregos por conta dos empreendimentos, levando a um processo de “despolitização” de parte da população atingida. “Por isso, a população perde a referência de longo prazo, referência dos interesses que estão em jogo. Um governo oriundo das lutas populares como o PT, deveria, no mínimo, colocar o tema em discussão para que pudéssemos debater”, frisa.
Luis Fernando Garzon é graduado em Ciências Sociais e mestre em Ciências Políticas pela Universidade de Campinas - Unicamp. Atualmente é professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Rondônia - UNIR. É membro da Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais.
 Foto: colunas.revistaepoca.globo.com
Confira a entrevista.
IHU On-Line - Que relações estabelece entre a cheia histórica de 2014 no rio Madeira e as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau?
Luis Fernando Garzon – As cheias do Madeira foram uma espécie de “fresta”, de grande fissura em um modelo de apropriação acelerada dos rios Amazônicos como fontes de geração energética monopolisticamente definidas.
No Brasil se trata a Amazônia como o planeta das águas, por conta da sua grande capacidade de reservar e de disponibilizar água, mas, por trás desse discurso, se permitem expansões desordenadas das fronteiras econômicas, de acordo com a disponibilidade da região. A fronteira mineral, por exemplo, prosseguiu e radicaliza a sua marcha territórios adentro em toda Amazônia, e o mesmo se repete com a fronteira elétrica. 
O que é mais cínico nessa construção é que a Amazônia já tinha passado por um ciclo que foi considerado desastroso nacional e internacionalmente. Depois disso, era possível imaginar que nós, brasileiros democratas, não permitiríamos que crimes e atrocidades iguais aos da ditadura e crimes ambientais pudessem se repetir. Mas o Madeira mostra que se repetiu a atrocidade. O mesmo método da ditadura militar é reproduzido agora em um discurso democrático e participativo e produz os mesmos efeitos desastrosos sobre os mesmos segmentos. A solução final é recriada em constante e eterno retorno. As soluções finais são recriadas, especialmente num país que quer se especializar em apropriação e processamento de recursos naturais.

“É lamentável ver exatamente o fracasso de um Brasil que poderia ter sido”

Modelo neodesenvolvimentista
Há um financiamento em todos os níveis, em todas as esferas, ou seja, uma política deliberada sobre os desastres do neodesenvolvimentismo, independente de qual segmento político e de que alianças intercapitalistas e interempresariais esse segmento faria. O modelo neodesenvolvimentista é um modelo matricial que nos foi dado por uma trajetória de acoplamento, que vem a partir dos anos 1990 do mercado internacional de forma passiva, seja no arranjo mais hemisférico em um determinado período, isto é, norte-americano, seja em um processo mais planetário, mais subalternizado, com ramificações na América do Sul, África e Brasil.
Nesse sentido, o Brasil funciona como uma espécie de extensão da política industrial chinesa e, por isso, cumpre a função que convém claramente a uma ordem internacional dada, a qual o BRICS procura expressar. Ou seja, trata-se de uma ordem em que o Brasil é um espelho. Esse é o modelo chinês, que a China contrapõe ao velho imperialismo norte-americano, que vem sofrendo reveses nos últimos decênios da decadência europeia. É muito triste ver o Brasil ser jogado de um lado para outro. É lamentável ver exatamente o fracasso de um Brasil que poderia ter sido.
Então, em horas de desastres, como das cheias deste ano, temos de apontar esse modelo ao invés de fazer de conta que ele não existe, como tentam demonstrar os acordos internos. Que acordos são esses que impedem que se verifique com isenção e rigor aquilo que produziu enormes e irreversíveis danos a regiões consideradas, no discurso, regiões estratégicas de interesse nacional, de grande valia, de diversidade, de preservação? 
IHU On-Line – Importante essa contextualização. Mas é possível afirmar que o complexo hidrelétrico teve alguma influência direta nas cheias por conta de alguma influência ambiental?
Luis Fernando Garzon – Essa contextualização que faço é para demonstrar que os estudos feitos para que fossem aprovados os empreendimentos do Madeira partiam de um planejamento econômico stricto sensu, o qual o governo Lula precisava demonstrar para os investidores — muito hábeis em investir em infraestrutura. Isso porque a infraestrutura é a pauta geral, ou seja, todas as frações do capital têm interesse em infraestrutura, porque ela é o “tiro de largada” que permite a construção de estradas, portos, aeroportos, ferrovias, hidrelétricas. Assim, o território brasileiro fica à disposição das apostas daqueles que estão nesse mercado e querem ocupar novas fronteiras no setor de matéria-prima.
Infelizmente, o Brasil é especializado em produtos primários, em converter biomas em elementos sintetizáveis e convertidos em mercadoria, em converter comunidades. As hidrelétricas do Madeira foram uma espécie de sacrifício, porque há tempo estamos tentando demonstrar como é falsa a tentativa de construir as hidrelétricas, porque os estudos técnicos não resistiam a uma avaliação minimamente rigorosa.
Internacionalização
O projeto dessas hidrelétricas era uma espécie de síntese empresarial que se escorava no governo Lula, e esse pacto empresarial se traduziria, no final, em um pacto social de mais crescimento e mais emprego em troca de territórios livres de impedimentos. Ocorre que nesses territórios estão os rios, os minérios, o petróleo. Ou seja, nós estamos não só entregando recursos que podemos utilizar de formas diferenciadas de acordo com os padrões tecnológicos que adquirimos, mas estamos perdendo lotes e blocos inteiros por décadas; essa é a grande questão. O licenciamento do Madeira é um fio que nos leva até o processo decisório do capitalismo brasileiro que se internacionaliza subalternamente, mas se internacionaliza.

“O Banco do BRICS coloca a infraestrutura como prioridade de seus investimentos e aportes”

Quem está em Jirau? A Suez, uma multinacional francesa, e a Odebrecht, a maior multinacional brasileira. Portanto, o Complexo do Madeira demonstra o desastre social, ambiental e financeiro de um pacto econômico político que ruiu e certamente está se repactuando. A questão é que no final das contas quem paga pelos custos e pelos ajustes desses pactos que são feitos e refeitos é a população, que foi desconsiderada desde o início do projeto. Ou seja, nós não temos os seguros que os senhores investidores do projeto têm. As populações que viviam em volta do Rio Madeira, no Brasil e na Bolívia, estão tendo de reconstruir suas vidas de uma forma absolutamente radical: elas têm de conviver em áreas urbanas com suas famílias, em situação de absoluta vulnerabilidade, para usar um termo aceitável.
IHU On-Line - Como o senhor avalia a reeleição da presidente Dilma tendo em vista tais projetos hidrelétricos?
Luis Fernando Garzon – As hidrelétricas estão sendo construídas num contexto de despolitização e de apropriação capitalista em bloco. Nas audiências públicas, representantes do governo diziam que as usinas eram sinônimo de empregos. Por isso, a população perde a referência de longo prazo, referência dos interesses que estão em jogo. Um governo oriundo das lutas populares como o PT, deveria, no mínimo, colocar o tema em discussão para que pudéssemos debater.
Então, o governo da presidente Dilma demonstra um enorme desejo de manter o sacrifício inicial feito pelo primeiro governo Lula, de estabelecer esse pacto neoliberal existente, que estava entrando em crise no final do governo de Fernando Henrique, em troca de ter maior margem para ampliar políticas sociais. Foi feita uma combinação que foi eficiente enquanto durou o ciclo de commodities.
IHU On-Line - O secretário geral da presidência, Gilberto Carvalho, deu uma declaração pós-eleições dizendo que o governo não vai abrir mão do complexo hidrelétrico do Tapajós. Como vê essas declarações?
Luis Fernando Garzon – É triste. O Banco do BRICS coloca a infraestrutura como prioridade de seus investimentos e aportes. O Brasil também colocou o BNDES como suporte prioritário de seus programas de infraestrutura: o PAC3 e o programa integrado de logística. Então, todos os instrumentos governamentais e internacionais, aos quais o governo brasileiro vem se submetendo, impõem essa marcha forçada sobre os territórios em processo de acumulação por espoliação. O Brasil virou especialista nisso.

“Nossa avaliação é de que em torno de 10 mil pessoas foram impactadas diretamente pelas hidrelétricas, e as cheias multiplicaram esse número para 50 mil”

IHU On-Line - O projeto energético brasileiro está diretamente ligado ao BRICS, ou seja, é uma condição do BRICS?
Luis Fernando Garzon – É uma condição da China, primeiramente. Quando falamos BRICS, estamos diante do único país capaz de se contrapor à potência hegemônica dos Estados Unidos. Então, é como se nós estivéssemos no vazio da primazia norte-americana no final dos anos 1990 na região.
Em Porto Velho estamos vivendo uma grande sobra: o que fazer com os 40 mil homens que vieram construir as usinas? Não se pensa nas consequências, é como se injetasse fatores de desorganização social e territorial e deixasse que esses fatores aumentassem. No final, se repete a história da colonização de Rondônia: despejaram imigrantes do Centro-Sul em Rondônia e deixaram que a região se tornasse o estado que mais devastou a floresta Amazônica na história e, por isso, hoje lidera o ranking de queimadas. Nesse sentido, o Complexo do Rio Madeira reitera essa história trágica de ocupação de fronteiras com um discurso de participação e de sustentabilidade.
IHU On-Line – É possível estimar quantas pessoas foram prejudicadas por causa das cheias deste ano?
Luis Fernando Garzon – Nós fizemos uma contabilidade que apontou, em Rondônia, mais de 50 mil pessoas afetadas. Nem todas foram afetadas pela água, mas pelo isolamento, e não tiveram condições de permanecer no local.
A defesa civil fez um cálculo muito restrito e uma matemática muito medíocre. Em Rondônia as cheias atingiram três regiões do estado, a fronteira com a Bolívia e a região de Porto Velho. Então, a Defesa Civil cumpriu com esse papel vergonhoso de converter os afetados em desabrigados. Aquele que é afetado pelo modelo econômico vira, nas mãos do Estado, agora um desabrigado, objeto de atenção e de ajuda humanitária.
De imediato, foram retiradas três mil famílias, as quais são reconhecidas oficialmente pelos estudos, mas há um cálculo que se multiplica, apontando pessoas que não foram contabilizadas. Por isso, nossa avaliação é de que em torno de 10 mil pessoas foram impactadas diretamente pelas hidrelétricas, e as cheias multiplicaram esse número para 50 mil. Isso significa que boa parte dessa segunda contabilidade tem a ver com a primeira, e que justamente os que já foram inicialmente afetados pelas hidrelétricas, foram novamente afetados. E aqueles que estavam sob restrição, sob diminuição de suas atividades produtivas relacionadas ao rio, não são reconhecidos como atingidos.
Implicações ambientais
Estão barrando um enorme rio, que tem múltiplas vinculações com outros biomas, com culturas, com cidades, e esse barramento não é calculado nesses termos integrais. Calcula-se apenas aquilo que pode ser o dano mais agudo, que tem de ser sanado e tratado da forma como a defesa civil tratou, por exemplo. Então isso despolitiza as pessoas.
Tudo isso indica que existe um modelo de incorporação rápida da Amazônia, o qual tem a ver com a posição do Brasil em relação ao desenvolvimento. Por isso rediscutir a Amazônia é discutir a ponta do sistema que o Brasil adotou. Estamos diante de um processo que procura tornar invisíveis os laços de poder: os fios de decisão se tornam invisíveis e com isso fica muito simples inviabilizar aqueles atores coletivos que tinham saber sobre seu território e que poderiam transmitir o conhecimento tradicional. Mas a ciência brasileira também chancelou esse modelo.

“Todos os instrumentos governamentais e internacionais, aos quais o governo brasileiro vem se submetendo, impõem essa marcha forçada sobre os territórios em processo de acumulação por  espoliação”

IHU On-Line - Quais são as evidências de que há elevados níveis de assoreamento no rio Madeira e que isso pode resultar em uma cheia de proporções similares no próximo ano?
Luis Fernando Garzon – Essa situação é preocupante em relação aos próximos anos. Já nos indicaram que existe assoreamento no rio. Estudos foram realizados, mas ainda não foram divulgados. Os movimentos sociais de Rondônia e a academia independente dos laboratórios dos pesquisadores fazem uma reivindicação para que estudos sejam feitos e divulgados.
De todo modo, não se trata de discutir centímetros ou metros e taxas máximas de recorrência ou taxas mínimas de recorrência. Trata-se de tentar entender que há um saber acumulado, chamado “saber tradicional por convenção”, que percebeu uma mudança na dinâmica das cheias. Mas isso não deve ser de interesse dos senhores engenheiros, da Empresa Brasileira de Pesquisa Energética, do Ministério de Minas de Energia, que têm interesses mais urgentes, como estamos vendo nas recentes investigações policiais. Então, discutir planejamento territorial de forma democrática com um grupo que tem práticas similares a grupos de crime organizado é muito difícil. Nós lidamos com Camargo Corrêa de um lado e Odebrecht do outro. Então, dá para se ter uma ideia do que vai acontecer.

http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/537716-neodesenvolvimentismo-brasileiro-e-uma-marcha-forcada-sobre-os-territorios

sábado, 25 de outubro de 2014

¿Cuál es el principal país origen de las importaciones de cada nación?

¿Cuál es el principal país origen de las importaciones de cada nación?
Este mapa, elaborado por un usuario de reddit, nos deja tantos datos curiosos que no podíamos dejar de analizarlo. La información utilizada para el mismo proviene delObservatorio de Complejidad Económica del Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT en sus siglas en inglés), de la web Statistiques Mondiales y de la propia Wikipedia. Vale mucho la pena pararse a examinar detenidamente el resultado.

¿Qué nos llama la atención?

A nivel mundial hay 3 naciones que se llevan el mayor número de banderas en esta representación: China, EEUU y Alemania. Este dato no le pillará a nadie por sorpresa. Otros países a tener en cuenta son Rusia (gracias a las exportaciones energéticas) y Sudáfrica, que ejercen un predominio comercial evidente principalmente en sus territorios vecinos.
Analicémoslo por continentes:
En Asia lo primero que nos llama la atención es la excelente relación comercial entre Japón y China, a pesar de que diplomáticamente nunca se hayan mostrado un especial cariño, si no que más bien se han caracterizado por unas relaciones especialmente tensas. Por su parte, China se erige como la principal fuente de importaciones para la gran mayoría de países asiáticos, e incluso en Australia y Nueva Zelanda.
Conviene también recordar que Japón y Corea del Sur son unos de los mayores exportadores a nivel mundial (en 5º y 7º lugar respectivamente según datos de 2013).
El continente americano está copado por las exportaciones de los Estados Unidos. Prácticamente toda Sudamérica, Centroamérica y Canadá. Pero curiosamente, la nación de la que más productos importan los estadounidenses es China. Rompiendo la tónica general del continente, tan sólo Brasil se hace un hueco en Argentina, Uruguay y Paraguay, así como Chile en Bolivia, como primeras naciones suministradoras.
Hay algunas curiosidades más en Sudamérica que vale la pena destacar. La primera fuente de importaciones de Cuba es Venezuela, algo que difícilmente nos sorprenderá debido a las estrictas condiciones comerciales de EEUU como consecuencia del embargo. Lo que sí nos llama mucho la atención es que el país del que más productos importa Venezuela es… ¡EEUU! Parece que las tormentosas relaciones diplomáticas entre ambos países no son un impedimento para que la cifra de importaciones de productos estadounidenses supere los17.000 millones de dólares anuales, según los datos oficiales de 2012, principalmente por la compra de productos derivados del petróleo. Otro resultado inesperado, es el de la Guayana Francesa, que importa más productos de Alemania que de su antigua metrópoli.
Tampoco era de esperar a priori que Japón fuese el proveedor más importante de Panamá, pero no nos debería sorprender tanto puesto que ambas naciones disfrutan de unaduradera relación comercial, siendo Japón es el segundo usuario más frecuente del Canal de Panamá.
El caso de Groenlandia merece una explicación aparte, puesto que su régimen de dependencia con autonomía de Dinamarca se refleja claramente en sus importaciones.
En África las fuentes de las importaciones son bastante más heterogéneas, aunque China de nuevo vuelve a ocupar el primer puesto en las importaciones de un buen número de países, algo que ya tratamos en United Explanations, y que puede tener una doble lectura. Sudáfrica por su parte, mantiene un dominio comercial en las importaciones de sus naciones vecinas.
Francia (sobre todo), Portugal y España todavía tienen una gran influencia comercial en alguna de sus antiguas colonias africanas. También llama la atención, y mucho, la fuerte presencia comercial de Corea del Sur en dos países como Liberia y República Centroafricana.
En Oriente Medio, salvo algunas excepciones como Arabia Saudí o Kuwait, las naciones de las que más productos importan suelen ser de su propio entorno geográfico.
Por último nos queda Europa que es uno de los casos más significativos. Una de las primeras cosas que saltan a la vista en este mapa es el contundente dominio alemán a nivel comercial en el viejo continente. Tan sólo las exrepúblicas soviéticas se quedan al margen puesto que continúan manteniendo fuertes lazos con Rusia, en buena parte por su alta dependencia energética del gas ruso.
A muchos os puede llamar la atención que Reino Unido sólo aparezca en el mapa como principal fuente de importaciones para Irlanda. Y es así. Pero eso no implica que no sea uno de los países que más exporta en el mundo, en concreto está en el 4º puesto a nivel mundial tras China, EEUU y Alemania. Algo parecido ocurriría con Francia y Países Bajos, que son los 6º y 8º mayores exportadores respectivamente a nivel mundial, pero no aparecen con demasiada frecuencia en el mapa.
Aunque tengamos la tentación de sacar conclusiones en base a este mapa, la información suministrada en él representa una simplificación considerable de las relaciones comerciales entre las diferentes naciones y el peso específico de cada una, y probablemente cualquier análisis que podamos hacer sea incompleto y por tanto, profundamente sesgado. Como nos puede la curiosidad, hemos encontrado este otro mapa en Wikipedia, que junto con el anterior nos proporciona información muy relevante, sobre todo en el caso del continente europeo. En esta representación, las principales fuentes de importación se muestran por regiones y no por países individuales.
Principales fuentes de importación por regiones
Principales fuentes de importación por regiones
Como podemos observar, el panorama cambia significativamente con respecto al mapa anterior. En seguida nos llama la atención que la Unión Europea como conjunto se impone comercialmente a otras regiones y naciones, que de otra manera sobrepasarían con facilidad a sus miembros individualmente. Si la UE contase como una sola nación, sería el 2º mayor exportador del mundo, sólo por detrás de China.
Un cambio tan drástico que subrayaría la importancia de la UE para las políticas comerciales de las naciones que las componen, y a la vez revelan la posición privilegiada de Alemania dentro de la unión para exportar sus productos.
La asunción de la moneda Euro por parte de sus miembros, conlleva que las naciones no puedan influir en el valor de su moneda para potenciar sus exportaciones. Devaluar la moneda es una vieja técnica de los estados para aumentar las exportaciones, puesto que otros países te pueden comprar más barato.
Al entrar en el euro, los productos alemanes que antes costaban muy caros, reducen su precio, por lo que los países de la periferia europea aumentan sus importaciones. Esto, unido a que los países centroeuropeos tienen por lo general una industria tecnológicamente superior, hace que a los demás les sea casi imposible competir a nivel comercial con potencias como el gigante teutón. Fue asumir la moneda común, y automáticamente las exportaciones alemanas subieron escandalosamente, mientras que, por ejemplo las españolas fueron cayendo para años después tan solo ser capaz de recuperar niveles de 2001.
Por la naturaleza de este último mapa por regiones, Alemania no aparece como principal suministrador de la UE, y ese puesto lo ocupa China. Solemos tener la percepción de que la mayoría de bienes importados vienen de China, pues suelen ser productos acabados y listos para usar, y generalmente de poca complejidad técnica. Pero de Alemania llegan muchos componentes industriales y de consumo que sirven para producir bienes más elaborados, y que en muchos casos serán ensamblados o finalizados en España (o al menos en parte). Normalmente no caemos en estos detalles, pero ahora entendemos por qué cada vez que se nos estropea algo, las piezas vienen de Alemania. 
;)

Bonus: Los 30 países que más exportan del mundo.

30 mayores exportadores
Fuente: Wikipedia

quinta-feira, 17 de julho de 2014

CONSTRUYENDO EL MURO BRICS

CONSTRUYENDO EL MURO BRICS: El presidente ruso Vladímir Putin se encuentra realizando una gira histórica por Latinoamérica, visitando Cuba, Nicaragua, Argentina y luego...